POLÍTICA

EUA interrompem financiamento de energia limpa em estados opositores

Corte de subsídios pode gerar economias de US$ 7,5 bilhões para o Tesouro dos EUA.

Por Sputnik Brasil Publicado em 26/07/2026 às 05:34
Corte de financiamento de energia limpa nos EUA afeta estados que não apoiaram Trump. © AP Photo / Jacquelyn Martin

O governo dos EUA cortou o financiamento para projetos de energia limpa em estados que não votaram no presidente Donald Trump, confirmaram autoridades.

Em outubro, a Casa Branca anunciou o cancelamento de subsídios para projetos de energia limpa, o que economizaria US$ 7,5 bilhões (mais de R$ 38,1 bilhões) para o Tesouro dos EUA.

O anúncio foi oficializado pelo diretor de orçamento da Casa Branca, Russell T. Vought, que em outubro anunciou a suspensão de 284 programas relacionados à "fraude da energia verde", implementados durante o governo do democrata Joe Biden (2021-2025).

Em resposta, pesquisadores entraram com uma ação judicial para recuperar o financiamento perdido. De acordo com documentos do processo judicial em andamento, publicados por um veículo de imprensa dos EUA, funcionários do Departamento de Energia reconheceram que o único critério para o corte de certos programas foi o resultado das eleições de 2024.

Segundo a fonte citada, o Departamento de Energia listou 600 programas de energia limpa que recomendou eliminar para economizar recursos do governo federal. No entanto, apenas 284 foram selecionados, todos implementados em estados que votaram no Partido Democrata na última eleição presidencial, com exceção de um estado que votou no Partido Republicano.

Os demais programas, em áreas com apoio esmagador aos republicanos, mantiveram seus subsídios, apesar de constarem na lista do Departamento de Energia.

Isso foi reconhecido pelos advogados do departamento, que afirmaram não haver justificativa técnica para a decisão.

"Com uma exceção, as 284 verbas canceladas foram destinadas a uma localidade, ou pelo menos a um local, em um estado que votou em Kamala Harris na eleição presidencial de 2024 ou que possui dois senadores independentes alinhados aos democratas", afirmam os documentos.

Até o momento, a Casa Branca não se pronunciou sobre essa revelação, mas o veículo de imprensa ocidental afirma que o processo sugere que esse tipo de critério foi aplicado a cortes feitos em outros departamentos.