SEGURANÇA PÚBLICA

PM de São Paulo confirma reserva de tenente-coronel réu por feminicídio

Geraldo Leite Rosa Neto é acusado pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana; Ministério Público pediu esclarecimentos sobre a aposentadoria.

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/06/2026 às 13:33
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Militar de São Paulo publicou nesta quarta-feira, 10, o decreto que confirma a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu sob acusação de feminicídio contra a esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

O ato, assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, transfere Rosa Neto para a reserva da corporação. A publicação foi feita no Diário Oficial do Estado.

A transferência do oficial para a reserva ocorreu a pedido dele e foi publicada em 2 de abril, também no Diário Oficial do Estado. De acordo com a portaria, Geraldo Neto deverá receber a aposentadoria com os comprovados integrais .

Em abril, o secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo, coronel da Polícia Militar Henuel Ricardo Pereira, afirmou que o tenente-coronel deixou de receber o salário da corporação quando foi preso preventivamente, em 18 de março.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicita esclarecimentos à Secretaria de Segurança Pública (SSP) e à Polícia Militar (PM) sobre a aposentadoria do tenente-coronel.

O promotor determinou que a SSP e a PM enviem informações sobre a transferência para a reserva remunerada, com cópia de documentos e explicação sobre a situação funcional e previdenciária do oficial.

Morte de Gisele Alves Santana

Geraldo Neto é apontado como principal suspeito de matar o soldado da PM Gisele Alves Santana com um tiro na cabeça, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso aconteceu em 18 de fevereiro.

O oficial foi preso um mês depois, em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Geraldo Neto também foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e fraude processual.

Atualmente, o réu está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

O tenente-coronel sempre negou o crime e afirma que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação. A versão é contestada pelos investigadores.