Desintrusão, mas nem tanto: a persistência do garimpo ilegal e os impactos no Pará
O garimpo ilegal ainda é um problema latente na sociedade brasileira; mesmo diante de ações repressivas do Estado, a exploração de minerais prossegue e conserva alta capacidade de adaptação.
Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e do Instituto Mãe Crioula, a retirada de garimpeiros desencadeou uma série de novas dinâmicas e evidenciou vulnerabilidades, pois não desestruturou as bases econômicas do garimpo ilegal nem pôs fim a conflitos na região. Além do impacto ambiental negativo, a pesquisa aponta impactos sociais e econômicos preocupantes, pois o garimpo ilegal se sustenta por meio de um circuito econômico que inclui outras atividades, como comércios, postos de combustíveis e serviços em geral em Jacareacanga e outros municípios no Pará. Para discutir os reflexos do garimpo ilegal na sociedade brasileira, Rafael Costa e Kaique Santos recebem Aiala Colares Couto, geógrafo, bacharel em direito, pesquisador da UEPA e diretor-presidente do Instituto Mãe Crioula; e Maria Leusa Munduruku, ativista indígena. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.
Por Sputinik Brasil