VIOLÊNCIA

Polícia investiga estupro coletivo contra adolescente com deficiência na zona leste de SP

Publicado em 28/05/2026 às 14:24
Polícia investiga estupro coletivo contra adolescente com deficiência na zona leste de SP Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência infantil, violência sexual e estupro de vulnerabilidade. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 100 ou 190, e denuncie.

A Polícia Civil de São Paulo investiga um estupro coletivo contra uma adolescente de 14 anos, praticado na zona leste da capital paulista. O caso aconteceu em março, mas foi registrado esta semana na 8ª Delegacia da Defesa da Mulher (DDM).

A vítima é deficiente e as agressões foram cometidas por até 10 meninos, todos menores de idade. Eles gravaram as relações sexuais e a mãe da jovem descoberta o caso depois de ver as imagens circulando na internet.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a polícia mantém diligências buscando o esclarecimento dos fatos. “Detalhes serão preservados por menores e por se tratar de crime sexual”, diz o comunicado.

Infância desprotegida

A polícia investiga outro caso de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, moradoras da comunidade União de Vila Nova, também na zona leste de São Paulo. As agressões foram cometidas no dia 21 de abril por um adulto e outros quatro adolescentes, que atraíram as vítimas para dentro de um imóvel.

Um vídeo também foi gravado pelos agressores para registrar os abusos e, posteriormente, divulgado nas redes sociais.

No registro, é possível ver que as crianças choram e pedem, insistentemente, para os investigados interromperem as agressões. O secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, chegou a dizer que não conseguiu ver as imagens até o final em razão da brutalidade.

O adulto envolvido no caso está preso e os quatro jovens menores de idade foram apreendidos. As defesas não foram localizadas. Até a última atualização do caso, a polícia informou que as investigações ainda não estavam concluídas e descartaram a possibilidade de envolvimento de outras pessoas no caso.