MERCADO FINANCEIRO

Membro do Fed prevê pico de inflação nos próximos meses e defende atual posição da política

Publicado em 28/05/2026 às 12:55
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, afirmou nesta quinta-feira, 28, que a guerra no Oriente Médio afeta os consumidores devido ao aumento dos custos de energia, mas ponderou que o impacto sobre a inflação deve ser de curto prazo. Ao participar de uma rodada de perguntas e respostas na Reykjavik Economic Conference 2026, Williams avaliou que os reflexos da guerra nos preços deverão atingir o pico nos próximos meses, assim como os impactos das tarifas foram temporários.

No curto prazo, ele projeta que a inflação PCE deverá rondar os 4% e a inflação subjacente, os 3%.

O chefe da distrital de Nova York defendeu que ancorar as expectativas de inflação é "fundamental" e observou que as expectativas estão elevadas no curto prazo, mas a longo prazo a situação é estável.

"A trajetória da política monetária depende de dados, perspectivas e riscos. Atualmente, estamos bem posicionados para observar os dados e avaliar próximos passos para os juros. Estamos exatamente onde queremos que a política monetária esteja", detalhou, ao classificar a atual posição como "um pouco restritiva".

Em relação ao cenário geral, Williams disse que os EUA possuem uma economia sólida e que o mercado de trabalho subjacente está "indo bem" e "equilibrado". No evento, ele descartou um desemprego estrutural a longo prazo devido à inteligência artificial (IA), mas ressaltou que a tecnologia terá um impacto duradouro na produtividade.

"Parte do aumento da produtividade nos EUA é anterior ao surgimento da IA, e acontece graças ao dinamismo americano", afirmou o dirigente do Fed.