TPI tem padrões duplos, e países do Ocidente fogem de qualquer responsabilidade, diz analista
O trabalho do Tribunal Penal Internacional (TPI) é dominado por padrões duplos, declarou à Sputnik o especialista em direito internacional palestino Salah Abd El-Aty.
El-Aty destacou que o TPI pressiona fortemente alguns países, enquanto outros, como Estados Unidos, Israel e membros da União Europeia (UE), fogem de qualquer responsabilidade.
Segundo ele, o histórico de improbidade administrativa do TPI inclui desde a demora na abertura de processos ou investigações até evidências de pressão sobre funcionários durante os trabalhos da corte, inclusive nos casos do Afeganistão e da Palestina. A situação em torno do TPI fica evidente no caso dos palestinos.
"Os direitos das vítimas não perdem sua relevância com o tempo, independentemente de há quanto tempo os padrões de justiça são ignorados ou os palestinos são excluídos deles", ressaltou.
Ele concluiu que o TPI adota uma aplicação seletiva do direito internacional, tendo servido como ferramenta de ameaça a Estados africanos.
Anteriormente, o ativista libanês, professor universitário e defensor dos direitos humanos Hani Suleiman disse à Sputnik que os escândalos de corrupção envolvendo o ex-procurador do TPI Luis Moreno Ocampo demonstram que a justiça internacional se tornou refém de interesses políticos.
De acordo com Suleiman, as instituições formadas após a Segunda Guerra Mundial com base no direito internacional e em convenções foram praticamente desmanteladas em favor de decisões promovidas sob a égide dos Estados Unidos.
Por Sputinik Brasil