Economia prateada movimenta R$ 2 trilhões no Brasil e marcas ainda ignoram quem mais consome
Enquanto empresas disputam a Gen Z, público 50+ já responde por até 25% do consumo e deve redefinir o mercado nas próximas décadas
São Paulo, maio de 2026 — O maior grupo de consumidores do Brasil não aparece nas principais campanhas, raramente está no centro das decisões de produto e segue invisível para boa parte do mercado. Tem mais de 50 anos e são mais de 50 milhões de pessoas que influenciam compras em praticamente todos os setores, de saúde e beleza a turismo e serviços financeiros.
Enquanto as marcas disputam a atenção das novas gerações, esse movimento mais silencioso vem redesenhando o consumo no país. Um estudo da consultoria Data8 (2025) revela o tamanho do que está sendo ignorado: o público 50+ movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano, o que representa 25% de todo o consumo das famílias — concentrando 35% dos gastos com saúde, que deve dobrar seu volume de consumo nas próximas décadas. O IBGE projeta que, até 2050, um em cada três brasileiros terá mais de 60 anos. O mercado, por enquanto, continua olhando para outro lado.
Mais do que renda, o consumidor 50+ se destaca por comportamento: é mais fiel às marcas, mais criterioso nas escolhas e cada vez mais digital, características que desafiam estereótipos e exigem uma revisão das estratégias de comunicação, produto e experiência. Ainda assim, a maioria das empresas trata esse grupo em segundo plano, uma miopia que esconde uma das maiores oportunidades de crescimento do mercado brasileiro.
"O erro está em olhar para esse público como nicho. Na prática, estamos falando de escala e recorrência de consumo. Enquanto o mercado disputa atenção no curto prazo, existe um crescimento consistente acontecendo nessa faixa etária", afirma Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, empresa focada em longevidade e diversidade etária.
Parte desse atraso vem da forma como o tema ainda é tratado dentro das empresas. A longevidade costuma aparecer como pauta de diversidade ou responsabilidade social, quando deveria ser encarada como vetor de crescimento. "A diversidade etária ainda é pouco explorada como estratégia de negócio. Quando bem trabalhada, ela impacta inovação, comunicação e resultado", completa Litvak.
O envelhecimento da população não é tendência futura, é realidade em curso. E o consumidor maduro já deixou claro que exige abordagens mais sofisticadas, personalizadas e autênticas. É nesse contexto que o MaturiFest ganha relevância: festival dedicado a trabalho, empreendedorismo e longevidade ativa, o evento chega à 9ª edição em agosto, em São Paulo, reunindo empresas e profissionais para debater, com cases, painéis e conexões reais, como se aproximar estrategicamente do público 50+. Para saber mais, acesse o site MaturiFest 2026.
Sobre a Maturi
A Maturi é a principal empresa brasileira especializada em empregabilidade, desenvolvimento e capacitação de profissionais com 50 anos ou mais. Fundada em 2015, é pioneira em diversidade etária no Brasil e oferece soluções para organizações que buscam fortalecer times multigeracionais, impulsionar a inovação, aumentar a colaboração entre equipes para reduzir o turnover, transformando a longevidade em valor estratégico para os negócios e para a sociedade.
No lado corporativo, atuou com mais de 815 organizações entre elas PwC, Johnson & Johnson, Sanofi, Volkswagen, Bradesco e Grupo Boticário com soluções que vão do recrutamento especializado (MaturiHunting) ao diagnóstico organizacional e à certificação internacional Age Friendly Employer, da qual é representante oficial e exclusiva no Brasil, já concedida a 19 empresas.
Com mais de 88 mil profissionais capacitados, 9.200 recolocações no mercado e uma comunidade de 300 mil cadastrados em todo o Brasil, a Maturi posiciona a diversidade etária não como pauta de responsabilidade social, mas como decisão estratégica para organizações que querem crescer com as cinco gerações. Saiba mais em maturi.com.br.