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EUA ampliam sanções e miram nova autoridade iraniana do estreito de Ormuz, diz mídia

Publicado em 28/05/2026 às 08:53
Navios transitam pelo estreito de Ormuz, alvo de novas sanções dos EUA contra autoridade iraniana. © AP Photo / Jose Luis Magana

EUA ampliam pressão sobre Teerã ao sancionar a nova autoridade iraniana do estreito de Ormuz, proibindo qualquer pagamento de taxas ou cooperação com o órgão e alertando que navios, empresas e bancos estrangeiros que cumpram as exigências iranianas podem sofrer punições.

Os Estados Unidos anunciaram avaliações contra a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês), órgão previsto pelo Irã para coordenar o tráfego marítimo e cobrar taxas de embarques comerciais no Estreito de Ormuz.

Segundo a mídia brasileira, à medida, conduzida pelo Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), amplia a pressão econômica de Washington sobre Teerã.

Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, a PGSA atua em conjunto com o Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã e a Marinha iraniana, exigindo que os navios forneçam informações, sigam rotas determinadas e paguem pedágios para transitar pela área. Para os EUA, esses recursos acabam financiando diretamente o IRGC.

A decisão norte-americana estende uma ameaça de punições a qualquer pessoa, embarque ou empresa que cumpra as exigências da PGSA ou realize pagamentos ao órgão. A transferência inclui transferências em moeda tradicional, investimentos digitais, compensações informais ou contribuições em espécie, além do fornecimento de dados sensíveis sobre navios.

Com as avaliações, todos os bens da PGSA sob jurisdição dos EUA bloqueados ficaram, assim como ativos de entidades controladas pela Iraniana. O Departamento do Tesouro alertou ainda que instituições financeiras estrangeiras que facilitam transações podem ser significativas para o PGSA sofrer avaliações secundárias e perder acesso ao sistema bancário norte-americano.

Washington também indicou que está preparado para agir contra empresas estrangeiras de outros setores que apoiem o comércio iraniano, incluindo companhias aéreas. A ofensiva ocorre em meio a uma escalada militar que aumenta a incerteza sobre as negociações entre EUA e Irã.

Em paralelo, Donald Trump afirmou que a proposta “verdadeira” para encerrar a guerra prevê a reabertura imediata do estreito de Ormuz, mas disse que ainda não há acordo. Ele rejeitou qualquer controle estrangeiro sobre a passagem e chegou a ameaçar Omã, aliado dos EUA, caso o país negociasse com Teerã um arranjo para monitorar o tráfego marítimo.

Enquanto isso, a TV estatal iraniana divulgou que recebeu uma proposta impedindo a retirada das forças norte-americanas e o fim do bloqueio aos portos iranianos — versão negada pela Casa Branca.


Por Sputinik Brasil