Com mulheres no combate pela 1ª vez, fuzileiros navais fazem teste militar para inspeção da ONU
Força de elite realiza simulação no Rio de Janeiro visando revalidação do mais alto nível de prontidão da ONU, com destaque para participação feminina inédita.
O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) realizou nesta terça-feira, 26, um exercício militar na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro, como preparação para uma inspeção da Organização das Nações Unidas (ONU), agendada entre esta quarta-feira, 27, e sexta-feira, 29.
O objetivo da inspeção é a revalidação do Nível 3 no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU (UNPCRS), o mais alto patamar de prontidão exigido para tropas internacionais.
A avaliação tem foco na Força de Reação Rápida (QRF), unidade de elite treinada para atuar com agilidade e precisão em cenários de conflito e instabilidade. Para manter o selo de excelência, a tropa brasileira precisa comprovar o cumprimento rigoroso dos padrões internacionais de doutrina, treinamento e equipamentos.
Desde a primeira avaliação, em 2021, o Brasil vem se consolidando como um dos principais fornecedores de expertise militar à ONU. A manutenção do Nível 3 coloca o país entre as poucas nações aptas a enviar contingentes de alta prontidão para missões humanitárias e de pacificação em contextos de crise internacional.
Durante a demonstração, o capitão de fragata Fernando Lima, comandante da Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos, destacou avanços tecnológicos incorporados à força:
Sistema integrado a caminhões: Permite o transporte seguro de pessoal e material especializado para neutralização de explosivos.
Drones e robótica: Utilização de aeronaves remotamente pilotadas para reconhecimento e robôs para manipulação de objetos suspeitos, reduzindo riscos para o efetivo.
Cães farejadores: Emprego estratégico de cães treinados para identificar ameaças explosivas em veículos e áreas urbanas.
Mulheres no combate
De acordo com o comando da Marinha, a inclusão de mulheres amplia a capacidade operacional da tropa em missões de paz, facilita a interação com populações vulneráveis e atende diretrizes de gênero da própria ONU.
"A certificação atesta que o Brasil possui uma tropa profissional, moderna e pronta para ser desdobrada em qualquer lugar do mundo sob a bandeira das Nações Unidas", afirma a Marinha em nota oficial.