Enquanto condena Eslováquia, Europa importa GNL da Rússia, diz premiê eslovaco
Robert Fico afirma que outros países podem aderir à ação contra restrição da UE ao gás russo e critica postura do bloco.
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, afirmou nesta terça-feira (26) que outros países europeus podem aderir ao processo movido pela Eslováquia contra a proibição da União Europeia à importação de gás natural da Rússia.
"Entramos com um processo contra a Comissão Europeia por causa do projeto RePowerEU: as importações de gás russo devem ser interrompidas em 2027. Estamos confiantes, pois muitos nos dizem que nossos argumentos são sólidos. Muitos primeiros-ministros insinuam que podem se juntar a nós", declarou Fico em vídeo publicado em suas redes sociais.
Fico também criticou o fato de a Comissão Europeia não ter buscado o consenso de todos os Estados-membros sobre a eliminação gradual do gás russo, optando por aprovar a medida por maioria qualificada.
Em abril, a Eslováquia ingressou com uma ação judicial no tribunal do bloco europeu contestando a proibição das importações de gás russo. Segundo comunicado anterior do Conselho da União Europeia, a proibição do gás natural liquefeito russo entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027, enquanto a do gás natural russo proveniente de gasodutos valerá a partir de 30 de setembro de 2027.