Mercadante aponta mineração marinha como nova fronteira estratégica para o Brasil
Presidente do BNDES defende expansão sustentável da exploração de recursos oceânicos diante de cenário global instável.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (26) que a mineração marinha e a exploração de recursos oceânicos devem se tornar o próximo grande foco de expansão da economia brasileira.
Segundo Mercadante, a recente paralisação do estreito de Ormuz, provocada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, e a volatilidade dos preços do petróleo destacam a importância estratégica do Brasil como grande produtor offshore.
"É inexorável que a mineração marinha cresça. Agora, como queremos que avançar? Nós queremos que avançar com segurança dos recursos naturais estratégicos dos oceanos. Com sustentabilidade, com respeito à biodiversidade."
Durante a abertura do III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras, realizado na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, Mercadante lembrou que 10% do petróleo e 80% do gás natural brasileiro são extraídos do oceano.
Ele ressaltou a Margem Equatorial como a nova fronteira de exploração da Petrobras, comparando seu potencial ao do pré-sal.
Para o presidente do BNDES, países fortemente dependentes do petróleo importado, como a Índia, enfrentam os efeitos da instabilidade nas rotas marítimas globais.
O Mercadante destacou que o Brasil é relativamente protegido, mas precisa agir rapidamente para aproveitar a janela de oportunidade.
O dirigente afirmou ainda que o BNDES já investiu mais de R$ 21 bilhões na chamada “Economia Azul” nos últimos três anos.
Segundo ele, o banco mantém linhas de crédito abertas para projetos de modernização portuária, tecnologias de segurança marítima e parcerias com a Marinha, incluindo o financiamento de fragatas e embarques de patrulha.
O evento segue até quarta-feira (27), na sede do BNDES, no centro do Rio de Janeiro.
Por Sputnik Brasil