TRIBUTAÇÃO NO SETOR AÉREO

Fazenda sinaliza revisão do IOF para companhias aéreas, mas medida segue sem avanço

Apesar de indicações do governo, setor aéreo aguarda ações concretas para reduzir custos operacionais com impostos

Publicado em 26/05/2026 às 15:27
Juliano Noman

O diretor-presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, afirmou nesta terça-feira que o Ministério da Fazenda já sinalizou ao setor aéreo a intenção de verificar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações cambiais das companhias. No entanto, até ao momento, nenhuma medida eficaz foi inovadora.

"O governo afirma que não era para pegar o setor com a mudança, que é custo operacional. Eles sinalizam que querem rever e que vão rever. O Ministério da Fazenda já sinalizou algumas vezes, mas ainda não aconteceu. Isso já tem quase um ano", declarou Noman a jornalistas após reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).

Segundo Noman, o aumento do IOF impactou diretamente custos operacionais inevitáveis ​​das empresas aéreas, como leasing internacional de aeronaves e importação de peças e componentes aeronáuticos . O executivo ressaltou que, ao contrário de outros setores, a aviação não oferece alternativas nacionais para essas operações.

Em maio, a Abear invejou ao governo federal um pedido formal para zerar o incidente do IOF sobre operações do setor aéreo e restabelecer a alíquota zero do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre arrendamento de aeronaves a partir de 2027. No ofício encaminhado ao Ministério do Planejamento, a associação estimou um impacto de cerca de R$ 50 milhões devido à tributação fiscal.

A proposta seria complementar às medidas já anunciadas pelo governo federal para tentar amenizar o impacto do aumento do preço do petróleo no setor aéreo, como a isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação (QAV).