Eli Lilly adquire três empresas de vacinas por cerca de US$ 3,8 bilhões
Aquisições reforçam aposta em imunização contra doenças como herpes-zóster, infecções cirúrgicas e vírus Epstein-Barr
A Eli Lilly anunciou acordos para adquirir três empresas desenvolvedoras de vacinas, em negócios que somam aproximadamente US$ 3,8 bilhões . As descobertas ocorrem em meio a evidências crescentes que relacionam infecções comuns a doenças que podem surgir anos depois, como problemas neurológicos, câncer e infertilidade, informou a farmacêutica norte-americana em comunicado divulgado nesta terça-feira (26).
Uma das empresas adquiridas é a Curevo , cujo principal produto em desenvolvimento é a amezosvateína, vacina voltada para a prevenção do herpes-zóster em adultos. Embora o tratamento atual seja considerado eficaz, os desafios de tolerabilidade podem limitar as taxas de vacinação e contribuir para a hesitação em relação à segunda dose, deixando parte dos pacientes com proteção insuficiente, segundo a Eli Lilly.
Os acionistas da Curevo poderão receber até US$ 1,5 bilhão em dinheiro, incluindo um pagamento inicial e valores adicionais atrelados ao cumprimento de metas específicas.
A LimmaTech Biologics , outra empresa adquirida, tem como destaque o programa LTB-SA7, atualmente na Fase 1 de desenvolvimento de uma vacina contra S. aureus, principal causa de infecção em centros cirúrgicos. A aquisição pode envolver até US$ 780 milhões , entre pagamento inicial e valores condicionados a metas clínicas e regulatórias.
A terceira aquisição foi da Vaccine Company , por até US$ 1,55 bilhão . A empresa desenvolve tecnologias inovadoras de nanopartículas in vivo (IVN), projetadas para apresentar antígenos e induzir respostas imunes rigorosas, como as observadas em vacinas de partículas semelhantes a vírus. O principal programa da companhia aplica essa tecnologia ao vírus Epstein-Barr (EBV).
“Diante das crescentes evidências que ligam o EBV à esclerose múltipla e a diversos tipos de câncer, uma vacina profilática poderia prevenir não apenas a mononucleose infecciosa aguda, mas também consequências neurológicas e oncológicas de longo prazo decorrentes da infecção”, informou a Eli Lilly.
Perto das 14h37 (horário de Brasília), as ações da Eli Lilly registraram alta de 1,3% na Bolsa de Nova York.