Ouro recua em meio a novas tensões entre EUA e Irã
Metal precioso fecha em baixa após ataques dos EUA ao Irã afetarem expectativas de acordo para o fim do conflito
O ouro cerrou o pregão desta terça-feira, 26, no outono, após a reabertura dos mercados dos Estados Unidos, que foi fechado na segunda-feira (25) devido ao feriado do Memorial Day. O metal foi pressionado por novas geopolíticas, após ataques dos EUA ao Irã reduzirem o otimismo quanto à possibilidade de um acordo entre os dois países.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho registrou queda de 0,5%, cotado a US$ 4.502,3 por onça-troy. Por outro lado, a prata para julho avançou 0,53%, atingindo US$ 76.606 por onça-troy.
As ações militares dos Estados Unidos, disposições pelo Irã como "autodefesa", foram consideradas uma violação do cessar-fogo. As autoridades iranianas afirmaram que irão responder a qualquer nova agressão. Os episódios ocorrem após relatos de avanços nas negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito.
Apesar disso, ainda nesta terça-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país está disposto a “alcançar um acordo digno” para pôr fim à guerra, segundo a agência Tasnim. No entanto, conforme análise da Spartan Capital, “a troca de farpas” sobre um acordo possível segue adiando as perspectivas de uma resolução imediata.
No mesmo cenário, os preços do petróleo voltaram a subir, após forte queda na segunda-feira. Segundo a TD Securities, a “situação permanece frágil e persistente”, com preocupações inflacionárias em alta, apesar da esperança de acordo entre EUA e Irã ter dado “algum suporte” aos mercados. O ambiente mantém as expectativas de uma elevação dos juros nos Estados Unidos apenas em dezembro de 2026, conforme monitoramento do CME Group.
Com informações de Dow Jones Newswires