Airbus adia entrega do primeiro lote de jatos A350 à Qantas
Problemas persistentes na cadeia de suprimentos atrasam planos de voos ultralongos entre Austrália, Londres e Nova York
A Airbus anunciou nesta terça-feira, 26, o adiamento da entrega do primeiro de um lote de jatos de passageiros de longo alcance para a companhia australiana Qantas Airways, em razão de entraves persistentes na cadeia de suprimentos que continuam impactando a fabricante europeia.
Segundo a Airbus, o primeiro dos 12 modelos A350-1000 especialmente configurados serão entregues agora apenas em abril de 2027.
A Qantas anunciou, em 2022, uma encomenda dessas aeronaves capazes de realizar voos ultralongos e sem escalas entre cidades australianas e destinos como Londres e Nova York. Inicialmente, a companhia previa a inauguração das rotas para o fim de 2025, mas posteriormente passou a indicar a entrega da primeira aeronave para o final de 2026.
De acordo com a Airbus, o adiamento ocorre “em grande parte devido ao impacto de problemas na cadeia de suprimentos”.
Nos últimos anos, a Airbus já precisou revisar suas metas de entregas para 2022, 2024 e 2025, devido a gargalos logísticos globais que dificultaram a obtenção de componentes essenciais para a montagem das aeronaves, como assentos e banheiros. Mais recentemente, a escassez de motores fornecidos pela Pratt & Whitney, complementarmente da RTX, tornou-se outro foco de pressão, embora o fabricante mantenha as metas de entrega para este ano.
Um porta-voz da Qantas informou que o primeiro A350 desse lote já está em fase de pintura e deve iniciar voos de teste nas próximas semanas.
“No mês que vem, anunciaremos a primeira rota e o cronograma dos nossos serviços comerciais inaugurais”, afirmou o porta-voz. Apesar do atraso inicial, as aeronaves demais devem chegar em rápida sucessão, permitindo à companhia retomar o cronograma original até novembro, acrescentou.
“Continuamos trabalhando em estreita colaboração com a Airbus no processo de entrega e certificação que nos permitirá começar a operar esses voos ultralongos históricos”, completou o porta-voz.
Fonte: Dow Jones Newswires