Lucro da Xiaomi despenca no 1º trimestre à medida que preços de memória disparam
Empresa chinesa enfrenta queda de 57% no lucro líquido, afetada pela alta dos custos de memória, concorrência acirrada e demanda enfraquecida
A Xiaomi iniciou 2024 enfrentando grandes desafios, com novo retorno em seus lucros diante da alta nos preços de memória, concorrência intensa e demanda enfraquecida no mercado global.
O desempenho abaixo do esperado ressalta os obstáculos enfrentados pela companhia durante sua transição para veículos elétricos e dispositivos inteligentes. O avanço da inteligência artificial aumentou a demanda por memória, instruiu os custos e reduziu as margens de lucro dos smartphones. Paralelamente, o segmento automotivo da Xiaomi sofre com a desaceleração do setor na China, enquanto o negócio de eletrodomésticos sente o impacto da demanda reduzida e da diminuição dos subsídios governamentais.
No primeiro trimestre, o lucro líquido da empresa, com sede em Pequim, caiu 57%, totalizando 4,72 bilhões de yuans (cerca de US$ 694,7 milhões). A receita recuou 11%, para 99,14 bilhões de yuans, conforme divulgado nesta terça-feira (28).
Os números ficaram abaixo das projeções dos analistas, que estimavam lucro líquido de 5,64 bilhões de yuans e receita de 99,52 bilhões de yuans, segundo levantamento da Visible Alpha.
A receita do segmento de smartphones da Xiaomi teve queda de 12,5% no trimestre, reflexo de remessas menores, mesmo com preços médios de venda mais elevados.
Os segmentos de Internet das Coisas e produtos de estilo de vida, que incluem acessórios, apresentaram o pior desempenho: as vendas recuaram 24%, para 24,7 bilhões de yuans, apesar do crescimento das receitas nos mercados internacionais.
Já o negócio de veículos elétricos, divisão mais recente e de rápido crescimento, registrou alta de 5,1% na receita, impulsionada pelo aumento das entregas de carros.
Para sinalizar confiança no futuro, a Xiaomi anunciou um plano de recompra de ações de até 20 bilhões de dólares de Hong Kong (cerca de US$ 2,55 bilhões) nos próximos 12 meses.
Com informações da Dow Jones Newswires.