Índice de confiança da construção permanece estável em maio, aponta FGV
Estudo da Fundação Getulio Vargas mostra que o setor segue cauteloso, com destaque para aumento de custos e falta de mão de obra.
O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), manteve-se estável em 92,6 pontos no mês de maio. Segundo dados divulgados nesta terça-feira, 26, o indicador apresentou nível alto de 0,3 ponto na mídia móvel trimestral, alcançando 92,9 pontos.
De acordo com Ana Maria Castelo, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre), o resultado reflete um pessimismo moderado entre as empresas do setor. "A estabilidade do ICST registrada em maio foi consequência de movimentos opostos entre seus componentes: o indicador de expectativas relacionadas à tendência dos negócios sofreram novos revés. Intersetorialmente, também ocorreram comportamentos distintos, com destaque para uma flexibilidade mais expressiva nas perspectivas das empresas de Edificações para os próximos meses", explicou.
Entre os fatores que melhoraram para o cenário, Ana Maria Castelo ressalta a falta de trabalhadores e o aumento dos custos . “Pelo segundo mês consecutivo, o aumento da periodicidade de que o custo da matéria-prima é um fator limitante para a expansão da atividade. Esse cenário não deve apresentar interrupção no curto prazo”, avaliou.
A FGV também informou que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da construção descobriu 0,4 ponto percentual em maio, chegando a 77,4%.