DEFESA E TECNOLOGIA

Coreia do Sul planeja lançar submarino nuclear até 2030

Projeto estratégico visa fortalecer capacidades navais com tecnologia nacional e compromisso de não proliferação

Publicado em 26/05/2026 às 08:50
Projeto de submarino nuclear reforça estratégia de defesa da Coreia do Sul até 2030. © AP Photo / Marinha dos EUA

A Coreia do Sul anunciou planos para lançar seu primeiro submarino de ataque nuclear em meados da década de 2030, conforme informou a agência Yonhap citando o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back.

O plano básico para o desenvolvimento do submarino nuclear foi apresentado em 26 de maio, durante a primeira reunião do Comitê de Estratégia de Defesa Futura, realizada em Jinhae, com a presença do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

"Pretendemos lançar o primeiro submarino movido a energia nuclear em meados da década de 2030 e continuar o desenvolvimento para colocá-lo em operação na segunda metade da década de 2030 ou posteriormente", afirmou o ministro.

Segundo Ahn Gyu-back, a construção contará com tecnologias nacionais de reatores e de construção naval.

O projeto, denominado Jangbogo N, utilizará reatores abastecidos com urânio de baixo enriquecimento (menos de 20%), desenhados para ciclos de vida longos e com necessidade mínima de substituição de combustível.

De acordo com a Yonhap, a iniciativa tem sido promovida de forma consistente desde a cúpula entre os líderes dos EUA e da Coreia do Sul, realizada em outubro passado, quando Washington manifestou apoio ao projeto.

"Vamos desenvolver e construir um submarino nuclear no território da República da Coreia", declarou Ahn Gyu-back.

O governo sul-coreano ressaltou três compromissos de não proliferação em seu plano: não pretende adquirir ou desenvolver armas nucleares e se compromete a respeitar as obrigações internacionais ao obter e utilizar urânio de baixo enriquecimento, em coordenação com os Estados Unidos.

Ahn Gyu-back destacou ainda que os submarinos nucleares serão essenciais para enfrentar possíveis ameaças nucleares subaquáticas vindas da Coreia do Norte, permitindo rastreamento mais eficiente das forças submarinas de Pyongyang em comparação com os modelos a diesel.

Por Sputnik Brasil