Israel atinge vila no leste do Líbano, mata 12 e convoca mais tropas para a região
Ataque aéreo em Mashghara intensifica tensão entre Israel e Hezbollah; ofensiva ocorre às vésperas de negociações em Washington
Um ataque aéreo israelense atingiu a vila de Mashghara, no Vale do Bekaa, leste do Líbano, matando 12 pessoas, segundo informações da mídia estatal libanesa nesta terça-feira (26). O episódio marca uma nova escalada no conflito, com Israel convocando mais tropas para a região.
De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, mantida pelo Estado, a ocorrência ocorreu no fim da noite de segunda-feira. O ataque ocorreu após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar uma autorização de investidas mais intensas contra o grupo militante Hezbollah em todo o território libanês.
As Forças Armadas de Israel não comentaram especificamente este ataque, mas informaram que, na segunda-feira, tinham infraestruturas alvo do Hezbollah no leste do Líbano. Uma autoridade de segurança israelense, sob condição de anonimato, confirmou a convocação de um batalhão adicional para atuar na região.
Socorristas afirmaram que pelo menos uma dúzia de corpos foi retirada dos escombros após uma sequência de ataques aéreos durante a madrugada, atingindo áreas do sul e do leste libanês.
A intensificação dos ataques ocorre em poucos dias em que delegações militares do Líbano e de Israel se reúnem em Washington para negociações diretas. O Hezbollah, que vem atacando tropas israelenses no sul do Líbano e localidades do norte de Israel, prometeu manter os confrontos até que Israel interrompa os bombardeios diários e retire suas tropas do país.
Nas últimas semanas, o Hezbollah afirmou utilizar novos drones de fibra óptica, que, o grupo, têm sido difíceis de interceptar pelas forças israelenses, atingindo tanto militares quanto vilarejos próximos à fronteira norte.
Em resposta ao agravamento dos confrontos, Israel atualizou suas diretrizes de defesa e orientou a população das áreas do norte a evitar grandes aglomerações.
"O que isso exige de nós agora é aumentar os golpes, aumentar a intensidade. Nós os golpearemos sem piedade", declarou Netanyahu em vídeo publicado nas redes sociais, na segunda-feira, antes dos ataques.
O governo libanês espera que as conversas diretas com Israel — às quais o Hezbollah se opõe — possam levar a um cessar-fogo.
Mais de um milhão de pessoas já foram deslocadas no Líbano desde o início da guerra, que começou após o Hezbollah lançar foguetes contra o norte de Israel em 2 de março, em solidariedade ao Irã.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, desde o início do conflito, 3.185 pessoas foram mortas em ataques israelenses, e mais de 9.600 morreram.
A intensificação dos bombardeios aumentou o temor de uma guerra em larga escala no Líbano, deixando uma capital novamente exposta a possíveis ataques.
Fonte: Associated Press. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.