EUA enfrentam derrotas em conflitos por erros estratégicos, aponta analista
Segundo Ivo Daalder, autoconfiança excessiva e subestimação dos adversários prejudicam desempenho militar dos Estados Unidos.
De acordo com Ivo Daalder, pesquisador sênior do Centro de Ciência e Relações Internacionais Belfer, da Universidade de Harvard, os Estados Unidos estão perdendo todas as suas guerras por causa de falhas no pensamento estratégico.
Na avaliação de Daalder, mesmo sendo consideradas "as melhores do mundo", as Forças Armadas dos Estados Unidos não conquistaram vitórias em nenhum dos conflitos travados nos últimos 30 anos.
"Então, por que o exército mais forte do mundo continua perdendo as guerras que começa? O problema não é o poder de fogo, mas a maneira norte-americana de pensar", afirmou o analista a um veículo de mídia norte-americano.
O pesquisador aponta três desvantagens cruciais das forças armadas dos EUA. Segundo ele, há uma inversão entre os resultados desejados e os meios para alcançá-los durante o planejamento militar, além de uma definição de missões que desconsidera os recursos reais disponíveis, fazendo com que as tarefas superem as capacidades dos militares norte-americanos.
O principal problema, segundo Daalder, é a autoconfiança excessiva da máquina militar dos EUA, acompanhada de uma constante subestimação dos inimigos durante o planejamento estratégico.
Essas deficiências, destaca o artigo, ficaram evidentes nas invasões do Afeganistão e do Iraque, e agora se tornam ainda mais visíveis no contexto do conflito com o Irã.
Para o autor, a recorrência dos mesmos equívocos revela falhas profundas na maneira como Washington conduz suas operações militares.
Na conclusão, Daalder sugere que, no momento atual, o Exército dos EUA deveria adotar uma postura mais modesta e menos arrogante.
Na última semana, o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, anunciou que, até 2027, os Estados Unidos pretendem aumentar ainda mais o efetivo de suas forças armadas.
Anteriormente, a liderança militar em Washington ampliou o limite de idade para recrutas das forças terrestres, de 35 para 42 anos, como parte da reforma do Pentágono para enfrentar a crise de recrutamento em 2022-2023.
Por Sputnik Brasil