Deputado Mario Frias nega uso de emenda para filme sobre Bolsonaro
Parlamentar afirma ao STF que não destinou R$ 2 milhões para produção de biografia do ex-presidente; investigações continuam.
O deputado Mario Frias (PL-SP) afirmou nesta segunda-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não destinou emenda parlamentar de R$ 2 milhões para financiar o filme "Dark Horse", uma biografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Frias, a acusação é "absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória".
O STF tentou por mais de dois meses intimar o deputado para prestar esclarecimentos a respeito de um pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que denunciou o suposto uso de verbas parlamentares para financiar empresas comandadas por Karina Ferreira da Gama, produtora responsável pelo longa-metragem.
Nas últimas semanas, reportagens do portal Intercept Brasil revelaram que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente preso em Brasília.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu ter intermediado negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro, que teria repassado aproximadamente R$ 61 milhões ao projeto antes de ser detido. Flávio Bolsonaro havia negado contato com Vorcaro e afirmado que os recursos eram de origem privada.
Na semana passada, uma ex-funcionária de Mario Frias declarou ao site G1 que devolveu parte de seu salário ao parlamentar e pagou despesas da família de Frias, apresentando comprovantes de PIX, extratos bancários e relatos próprios como evidência.
Os dois mantiveram contato de 2024 até 8 de novembro de 2025, um dia antes da prisão de Vorcaro. O Banco Master já era alvo de suspeitas do Banco Central em meados de 2025, e governos estaduais, como o do Rio de Janeiro durante a gestão de Cláudio Castro (PL-RJ), investiram recursos públicos na instituição, o que coloca em dúvida a tese de que as reservas do banco seriam exclusivamente privadas.