Leo Prates afirma que jornada de trabalho não determina produtividade
Relator do fim do regime 6x1 destaca que longas jornadas não garantem maior eficiência no Brasil
O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator do projeto que propõe o fim da jornada 6x1, afirmou nesta segunda-feira (25) que a redução da carga horária não comprometerá a produtividade no país. Segundo o parlamentar, não existe relação comprovada entre o tempo de trabalho e o desempenho produtivo.
"O Brasil tem a quarta maior jornada do mundo, com 44 horas semanais, e uma das piores produtividades. Matematicamente, mostra que o indicador produtividade-jornada de trabalho não é essencial para o fator produtividade. Senão, teríamos uma das melhores produtividades com uma das maiores jornadas", declarou Prates durante a leitura de seu relatório na comissão especial que analisa o tema.
No parecer, Prates argumentou que, durante o século 19, as jornadas eram exaustivas, o que impedia uma "distinção clara entre os períodos de descanso e labor". "Esse regime de exploração, que atingia indiscriminadamente homens, mulheres e crianças, em ambientes frequentemente insalubres, baseava-se na premissa econômica de que a maximização das horas era o único caminho para a rentabilidade e a competitividade das fábricas", escreveu o deputado.