Caso Henry Borel: Jairinho troca defesa após enfarte de advogado e nomeia o próprio filho
Ex-vereador e Monique Medeiros começaram a ser julgados pela morte do menino Henry; banca de defesa foi alterada após crise de saúde de advogado.
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros foram julgados no início da tarde desta segunda-feira (25), no Tribunal do Júri, no Rio de Janeiro, pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos.
A sessão teve início após uma manhã marcada por incertezas quanto ao possível adiamento do julgamento. Jairinho substituiu sua equipe de advogados após um dos defensores, Fabiano Lopes, sofrer um enfarte. Diante da situação, o Ministério Público do Rio de Janeiro solicita a transferência de Jairinho da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), designada a presos de colarinho branco e casos de repercussão, para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), de segurança máxima.
Enquanto isso, a defesa de Monique Medeiros, representada pelo advogado Hugo Novais, argumentou que o julgamento da mãe de Henry não deveria ser desmembrado, já que ela respondeu por homicídio por omissão.
Filho assume defesa do pai
A juíza Elisabeth Machado Louro chegou a sinalizar que poderia adiar o julgamento e atender ao pedido do Ministério Público pela transferência de Jairinho. Porém, durante a decisão, Jairinho interrompeu a magistrada e reconstituiu a sua equipa de defesa, desta vez incluindo o seu filho, o advogado Luís Fernando Abidul.
“As inúmeras tentativas de protelar o julgamento deste processo fazem não só desta julgada, mas de todos os demais envolvidos no processo reféns dele por iniciativa de uma só das partes”, afirmou a juíza no início da decisão.
Com a defesa restabelecida, a magistrada decidiu dar seguimento ao tribunal do júri. Sete jurados foram sorteados, sendo cinco mulheres e dois homens.