Durigan detalha proteção em leilão do Eco Invest e garante IPCA mais 1% ao investidor
Ministro da Fazenda explica que novo mecanismo oferece rentabilidade mínima e reduz riscos em investimentos em inovação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou nesta segunda-feira (25) que o 5º leilão do Eco Invest, lançado pelo governo federal, contará com um colchão de proteção que assegura um retorno equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 1% ao investidor.
“Não é um investimento de altíssimo risco, como ocorre em renda variável na Bolsa, mas é uma aplicação que pode, de fato, trazer grande sucesso”, afirmou Durigan durante coletiva de imprensa após o painel de lançamento da nova etapa do programa. “O investidor não terá prejuízo. Haverá um colchão dentro do fundo de inovação que garante uma rentabilidade mínima”, reforçou o ministro.
Segundo Durigan, a iniciativa visa tornar os investimentos em inovação no país menos arriscados, oferecendo algum retorno mesmo em projetos que não obtenham êxito total.
“É possível investir em empresas de base tecnológica, ideias disruptivas que podem dar muito certo ou não. O setor privado sabe identificar oportunidades, e o poder público está apoiando. Se parte do investimento não prosperar, há uma proteção. Se for bem-sucedido, o investidor terá lucro, o que é justo. Podemos até zerar o apoio em casos de grande sucesso. Isso é uma parceria moderna e quem ganha é o país, com mais tecnologia e desenvolvimento”, destacou.
De acordo com o Tesouro Nacional, o leilão prevê a criação de seis Fundos de Inovação, uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. Os instrumentos abrangem setores como fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial para a indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.