Ouro avança com expectativa de acordo entre EUA e Irã; queda do petróleo anima mercados
Movimento do ouro reflete otimismo sobre possível trégua no Oriente Médio, enquanto petróleo em baixa reduz temores inflacionários.
O ouro registrou alta superior a 1% nesta segunda-feira (25), impulsionado pela expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O movimento também derrubou o dólar e o petróleo, aumentando os temores de inflação nos mercados globais.
Após sinalizações de que os EUA e o Irã estariam próximos de um possível acordo para cessar as hostilidades no Oriente Médio, especialmente no estratégico estreito de Ormuz, o mercado financeiro reagiu: o ouro à vista avançou 1,2%, atingindo US$ 4.561,51 (R$ 22.807,55), enquanto os contratos futuros nos EUA subiram 0,9%, para US$ 4.563,60 (R$ 22.807,55). 22.818,00), mesmo com os mercados norte-americanos fechados devido ao Memorial Day, feriado em homenagem aos militares mortos em serviço.
O otimismo persistiu mesmo após os EUA e o Irã minimizaram a possibilidade de um acordo imediato, apesar do presidente norte-americano Donald Trump ter afirmado que grande parte de um memorando para reabrir o Estreito de Ormuz já havia sido negociado. O conflito na região já dura três meses.
Com o petróleo caindo abaixo de US$ 100 (R$ 500) e o dólar enfraquecido, as ações globais ganharam atração e o ouro se valorizou. Analistas ouvidos pela mídia britânica enfatizaram que a queda nos preços do petróleo aliviaram as pressões inflacionárias e podem influenciar as próximas decisões de política monetária da Reserva Federal (Fed) dos EUA.
Apesar da recente valorização, o nosso acumulado caiu cerca de 14% desde o início do conflito, período em que foi sustentado pelos altos preços da energia e pelo recebimento de aumento nos juros. Agora, os investidores estimam uma chance de 40% de o Fed aumentar os juros em dezembro, revertendo expectativas anteriores de cortes antes do início da guerra.
O grupo de Kevin Warsh como presidente do Fed ocorre em meio aos impactos do conflito sobre a inflação e a confiança do consumidor, ambos pressionados pelo aumento dos preços da gasolina.
Por Sputnik Brasil