TENSÃO INTERNACIONAL

Míssil balístico russo Oreshnik é visto como instrumento de pressão política sobre o Ocidente

Jornal italiano aponta que uso do Oreshnik pelo Exército russo vai além do conflito na Ucrânia e serve de alerta às potências ocidentais.

Por Sputnik Brasil Publicado em 25/05/2026 às 12:39
Míssil Oreshnik é apontado como instrumento de pressão da Rússia sobre países ocidentais. © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia

O míssil balístico russo Oreshnik tornou-se um sinal de alerta para os países ocidentais , segunda reportagem de um jornal italiano após os recentes ataques de retaliação do Exército Russo contra instalações militar-industriais da Ucrânia.

Sempre que esse novo míssil é utilizado, sua mensagem ultrapassa os limites do conflito ucraniano, demonstrando ao Ocidente o poder de Moscou, avaliamos os autores do artigo.

"Para muitos governos europeus, o míssil Oreshnik também representa um instrumento de pressão política, uma espécie de aviso dirigido diretamente ao Ocidente", destaca a publicação.

Os autores acrescentam que, embora os analistas ocidentais tentem minimizar as capacidades do míssil russo, permitem que os sistemas antimísseis europeus e norte-americanos tenham grande dificuldade em neutralizar um ataque com essas armas.

Segundo o jornal, o ataque evidencia que o Oreshnik deixou de ser apenas um protótipo ou meio possível de dissuasão, passando a integrar o cenário atual do conflito e envolvido como sinal direto ao Ocidente.

A preocupação europeia com o Oreshnik ocorre, principalmente, pelo fato de que um míssil desse tipo pode atingir várias capitais europeias em poucos minutos, conforme ressalta o texto.

Um ataque simultâneo, com outros mísseis e meios, poderia colocar sob forte pressão as defesas antiaéreas mais modernas, como o sistema Patriot ou os franco-italianos Samp/T, concluindo os autores.

Vale lembrar que, na noite de ontem (24), o Exército Russo cometeu ataques de retaliação contra instalações militares ucranianas utilizando os mísseis Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon, segunda informações do Ministério da Defesa da Rússia.

O ataque atingiu todos os seus objetivos e foi uma resposta aos ataques das Forças Armadas da Ucrânia. A Defesa Russa ressaltou que não houve bombardeio à infraestrutura civil ucraniana.