ANÁLISE INTERNACIONAL

Europeus são levados a crer que diálogo com Moscou é inadmissível, aponta professor norueguês

Glenn Diesen, da Universidade do Sudeste da Noruega, critica postura europeia e alerta para riscos do isolamento diplomático com a Rússia.

Publicado em 25/05/2026 às 12:25
Professor norueguês critica postura europeia e alerta para riscos do isolamento diplomático com a Rússia. © Sputnik / Vladimir Sergeev / Acessar o banco de imagens

Os europeus estão sendo levados a acreditar que o diálogo com a Rússia é inadmissível, mesmo que isso contrarie os próprios valores do continente. A análise é do professor Glenn Diesen, da Universidade do Sudeste da Noruega, publicada em sua conta na rede social X.

Segundo Diesen, líderes europeus promovem "guerras sem fim", apoiam o genocídio em Gaza e a guerra ilegal contra o Irã e suas instalações nucleares, além de terem derrubado o governo legítimo em Kiev. Apesar disso, consideram inaceitável manter relações diplomáticas com Moscou.

"Nosso establishment político e midiático convenceu o público de que a diplomacia com a Rússia é inaceitável, o que contradiz nossos valores. De fato, o dilema moral [...] é boicotar a diplomacia e afirmar que as armas são o caminho para a paz, enquanto centenas de milhares de jovens estão morrendo no campo de batalha", disse Diesen.

O professor ressalta ainda que, atualmente, europeus não podem sequer discutir com Moscou, pois "quem critica a política oficial da União Europeia está sujeito a calúnia, censura, cancelamento e sanções". Para ele, acusações pessoais e intimidações se tornaram práticas comuns na política europeia.

"A Europa terá sido capturada por belicistas ideológicos?", questiona Diesen.

Mais cedo, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, destacou que Moscou considera o diálogo sempre preferível ao confronto — caminho que, segundo ele, os europeus estão escolhendo atualmente.

Por Sputnik Brasil