ECONOMIA

Intenção de consumo das famílias cresce 1,6% em maio e atinge maior nível desde 2015

Indicador da CNC registra sétima alta consecutiva e reflete otimismo das famílias, impulsionado por emprego e alívio inflacionário nos bens duráveis.

Publicado em 25/05/2026 às 11:52
Gabrielly Barreto / Ascom Sefaz

Os brasileiros demonstraram maior disposição para consumir em maio, conforme aponta a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,6% em relação a abril, já considerando os ajustes sazonais.

Esse resultado marca o sétimo aumento consecutivo do indicador, que alcançou 106,6 pontos — o maior patamar desde março de 2015. Em comparação com maio do ano passado, o ICF apresentou alta de 3,3%.

Todos os sete componentes do ICF registraram crescimento na passagem de abril para maio: emprego atual subiu 2,0%, atingindo 128,2 pontos; renda atual cresceu 1,8%, chegando a 125,9 pontos; nível de consumo atual aumentou 1,4%, para 93,8 pontos; perspectiva profissional avançou 1,1%, para 109,3 pontos; perspectiva de consumo subiu 1,7%, alcançando 107,9 pontos; acesso ao crédito teve alta de 1,0%, para 103,1 pontos; e o momento para aquisição de bens de consumo duráveis cresceu 1,1%, chegando a 76,6 pontos.

De acordo com a CNC, os principais destaques da pesquisa de maio foram as avaliações positivas sobre o emprego atual e o momento para a compra de bens duráveis.

“A forte tração no momento para a compra de duráveis é justificada tecnicamente por um nítido alívio inflacionário nessa categoria de produtos. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, apurado pelo IBGE) geral subiu 0,67% em abril, os bens duráveis registraram incremento de apenas 0,45%. No acumulado de 12 meses, esse descompasso fica ainda mais evidente, apontando uma inflação de 0,68% para o segmento de duráveis diante de 4,39% do indicador oficial do País”, explicou a CNC.

Em relação às faixas de renda, entre as famílias com renda mensal inferior a 10 salários mínimos, o ICF avançou 1,7% em maio, atingindo 104,3 pontos. Já entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o índice também cresceu 1,7%, chegando a 119,2 pontos.