Novo júri do assassinato de Henry Borel ocorre nesta segunda-feira
Justiça, assassinato de Henry Borel, Dr. Jairinho, Monique Medeiros, novo júri
Após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho), padrasto de Henry Borel, abandonar o plenário, novo julgamento está marcado para segunda-feira (25). Jairinho e a mãe do menino Henry, Monique Medeiros, voltam ao banco dos réus no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, acusados de terem assassinado o menino de 4 anos.

Na data do primeiro julgamento, 23 de março, a defesa de Jairinho pediu adiamento do júri por falta de acesso às provas e, após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, os advogados de defesa abandonaram o plenário.
Notícias relacionadas:
- Acusada de participação na morte do filho Henry Borel deixa a cadeia.
- Justiça decide incluir testemunha em julgamento do caso Henry Borel.
- STF determina retorno de Monique Medeiros à prisão.
Na ocasião, a justiça também determinou a soltura de Monique Medeiros por excesso de prazo. A defesa de Monique foi bastante ao adiamento do processo.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu, no dia 17 de abril, a prisão preventiva de Monique. No dia 20 de abril, ela foi entregue à polícia e devolvida à prisão.
Segundo a denúncia, na madrugada do dia 8 de março de 2021, dr. Jairinho espancou até a morte o menino Herny, enquanto a mãe Monique se omitiu de sua responsabilidade concorrendo para o homicídio. De acordo com o Ministério Público, em outras três graças em fevereiro de 2021, Jairo submeteu Henry ao sofrimento físico e mental com emprego de violência.
Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e pelas três torturas praticadas contra criança. Monique responde por homicídio por omissão atualizada por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A sessão do dia 25 de maio será aberta com a presença de um mínimo de 15 jurados. As testemunhas de acusação são ouvidas em primeiro lugar, seguidas pelas de defesa. Em seguida, ocorrem esclarecimentos de peritos, acareações e, por fim, o interrogatório dos acusados.
O Ministério Público faz a acusação em até 2h30 minutos, seguida da defesa que também tem 2h30 minutos. Depois pode haver réplica da acusação e tréplica das defesas.
Os jurados se reúnem para responder a perguntas como materialidade e autoria. A decisão é da maioria. Concluída a votação, a juíza profere a sentença.
O pai de Henry, Leniel Borel, disse estar muito apreensivo com a possibilidade de a defesa de Jairo abandonar o plenário e adiar o julgamento novamente.
"Os advogados de Jairo deram entrevista e colocaram nas redes sociais que têm, sim, a possibilidade de eles abandonarem novamente. Seria um grande escândalo com a Justiça, com a memória do meu filho, com minha família, comigo", disse. “Mataram a memória do meu filho pela segunda vez e a justiça por Henry.”