Papa Leão XIV defende regulação da IA e critica uso bélico da tecnologia
Em encíclica inédita, pontífice pede limites à inteligência artificial e condena concentração de poder e uso militar da tecnologia.
O papa Leão XIV defendeu, nesta segunda-feira (15), uma regulação robusta da inteligência artificial (IA) e fez um apelo para que os desenvolvedores priorizem o bem comum em vez do lucro, ao divulgar sua primeira encíclica, “Magnifica Humanitas”. O documento aborda os impactos da tecnologia, do mercado de trabalho às guerras, e reforça a necessidade de responsabilidade ética no avanço tecnológico.
No texto, Leão XIV critica a "cultura de poder" que impulsiona a corrida tecnológica, com destaque para o desenvolvimento de sistemas de guerra remota cada vez mais sofisticados. O pontífice afirmou que “não é permissível” delegar a sistemas de IA decisões irreversíveis e letais, ampliando as divergências com o governo Donald Trump, que defende a desregulamentação do setor nos Estados Unidos.
O papa também alertou para os riscos de concentração de poder e dados nas mãos de algumas empresas privadas, especialmente para crianças e grupos vulneráveis. Segundo ele, não basta recorrer à ética de forma abstrata: são necessários marcos legais sólidos, supervisão independente e ação política efetiva. “Uma IA mais moral não é suficiente se essa moralidade para determinada por poucos”, escreveu Leão XIV.
Leão XIV apelou para que líderes políticos e desenvolvedores desacelerem o avanço tecnológico e reflitam sobre seus impactos, defendendo decisões guiadas por princípios éticos e espirituais em benefício da humanidade.
Nesta mesma segunda-feira, o papa Leão XIV também pediu desculpas pelo papel da Santa Sé na legitimação da escravidão e por não ter condenado a prática durante séculos, classificando esse histórico do Vaticano como uma "ferida na memória cristã".
Embora os pontífices anteriores já tenham se desculpado pelo envolvimento de cristãos no tráfico transatlântico de escravos, esta foi a primeira vez que um papa manifestou publicamente o apoio dado por papais do passado à escravização de "infiéis" por soberanos europeus.
Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.