TRAGÉDIA NA ÁSIA

Explosão em mina de carvão na China deixa 82 mortos

Acidente em Shanxi é o mais grave em minas chinesas desde 2009

Publicado em 25/05/2026 às 07:57
Explosão em mina de carvão na China deixa 82 mortos

Oitenta e duas pessoas morreram em uma explosão de gás em uma mina de carvão na província de Shanxi, no Norte da China, naquele que se tornou o acidente de mineração mais mortal do país desde 2009.

A explosão ocorreu no final de sexta-feira (22) na mina de carvão Liushenyu, localizada no condado de Qinyuan. No momento do acidente, 247 trabalhadores estavam no subsolo, segundo informações da agência estatal Xinhua.

A mina é operada pelo Shanxi Tongzhou Group Liushenyu Coal Industry, fundada em 2010 e controlada pelo Shanxi Tongzhou Coal Coking Group, conforme dados do banco corporativo Qichacha.

As operações de resgate seguem em andamento e a causa do acidente está sob investigação, de acordo com a autoridade local de gerenciamento de emergências em Qinyuan. Shanxi é considerada o principal polo de mineração de carvão na China.

O presidente Xi Jinping determinou que as autoridades “não poupem esforços” no atendimento aos feridos e nas operações de busca e resgate. Ele também realizou uma investigação rigorosa sobre as causas do acidente e a responsabilização dos envolvidos, conforme divulgado pela Xinhua.

O primeiro-ministro Li Qiang solicita divulgação ágil e precisa das informações, além de uma depuração rigorosa das responsabilidades.

A China conseguiu reduzir significativamente as mortes em minas de carvão — geralmente provocadas por explosões de gás ou inundações — desde o início dos anos 2000, por meio de regulamentações mais rigorosas e práticas de segurança aprimoradas.

Em 2009, uma explosão semelhante na província de Heilongjiang resultou em 108 mortes e deixou 133 feridos.

Segundo a Xinhua, executivos da empresa responsáveis ​​pela minha foram detidos.

As autoridades de Shanxi enviaram ao local sete equipes médicas e de resgate, totalizando 755 profissionais, segundo o departamento de gerenciamento de emergências de Qinyuan.

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Colaborou Fabiola Arámburo, da Cidade do México*

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