Bolsas asiáticas sobem e Tóquio bate recorde com otimismo sobre acordo EUA-Irã
Avanço nas negociações para reabrir o Estreito de Ormuz impulsiona bolsas e derruba preço do petróleo.
Por Sergio Caldas
As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em alta, com destaque para o recorde histórico do índice Nikkei em Tóquio. O movimento foi impulsionado pelas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o avanço das negociações de paz com o Irã e a possibilidade de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz. Esse cenário contribuiu para a queda do petróleo Brent, que recuou para menos de US$ 100 por barril.
O índice japonês Nikkei valorizou 2,87% e fechou no nível inédito de 65.158,19 pontos, impulsionado pelo forte desempenho de ações do setor de chips, como Kioxia Holdings (+14%) e Lasertec (+13%).
Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,96%, aos 4.152,57 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve alta semelhante de 0,94%, a 2.889,55 pontos. Em Taiwan, o Taiex saltou 3,26%, atingindo 43.644,40 pontos.
Os mercados da Coreia do Sul e de Hong Kong permaneceram fechados devido a feriados locais.
Trump afirmou que as negociações com o Irã estão "prosseguindo de maneira ordenada e construtiva". Autoridades regionais informaram que os EUA estariam próximos de um acordo para encerrar a guerra, reabrir o Estreito de Ormuz e levar Teerã a abrir mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido.
A reabertura do Estreito de Ormuz é fundamental para a dinâmica dos preços do petróleo, já que o bloqueio tem dificultado o escoamento do óleo do Golfo Pérsico para o mercado global. Países como o Japão, que importa quase todo o seu petróleo — a maior parte via Ormuz —, são diretamente impactados.
No início da manhã, o petróleo Brent registrava queda superior a 4%, sendo negociado a cerca de US$ 96 por barril, abaixo do patamar simbólico dos US$ 100.
Na Oceania, a bolsa australiana também encerrou em alta: o S&P/ASX 200 subiu 0,40% em Sydney, fechando a 8.692,00 pontos.
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