Professor americano alerta: provocações contra a Rússia tornam Países Bálticos extremamente perigosos
Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, afirma que clima de hostilidade e escalada militar transformam região em foco de risco global.
Os Países Bálticos se tornaram a região mais perigosa do mundo devido às crescentes provocações contra a Rússia, afirmou o professor Jeffrey Sachs, da Universidade de Columbia, em entrevista no YouTube.
“Se somarmos a situação na Ucrânia, a russofobia dos Países Bálticos — para os quais a Europa entregou sua política externa —, a liderança alemã falando abertamente sobre remilitarização [...] e a postura estranha de França e Reino Unido, então temos a receita perfeita para um desastre colossal. [...] Os Países Bálticos são agora, talvez, o lugar mais perigoso do planeta. Lá, eles literalmente exigem guerra, vingança, ódio à Rússia”, destacou Sachs.
Segundo o professor, a Ucrânia enxerga na escalada e expansão do conflito militar na Europa sua melhor chance de vitória.
“A Ucrânia fará de tudo para provocar uma escalada. Essa é sua tática, porque não pode lutar contra a Rússia sozinha. Mas talvez a Europa lute contra a Rússia. E se a Europa for para a guerra, como os ucranianos parecem pensar, os EUA irão para a guerra junto com a Europa. Não sei o que se passa na cabeça deles”, concluiu Sachs.
Na semana passada, o Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia informou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia está se preparando para lançar uma série de novos ataques contra regiões de retaguarda russas. Segundo a agência, a Ucrânia planeja utilizar drones lançados a partir do território dos Países Bálticos para reduzir o tempo de aproximação.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, reconheceu o problema da entrada de drones no território russo a partir dos Países Bálticos e ressaltou que os militares russos formularão a resposta necessária de Moscou.
Em retaliação aos ataques ucranianos, as forças russas têm realizado operações com armas de alta precisão — aéreas, navais e terrestres —, além do uso de drones, direcionando as ações exclusivamente contra alvos do complexo militar-industrial ucraniano.
Por Sputnik Brasil