SAÚDE PÚBLICA

Vigilância Sanitária orienta população sobre restrições de lotes da Ypê

Fiscalização é direcionada exclusivamente aos produtos dos lotes de numeração final 1, conforme resolução da Anvisa

Publicado em 23/05/2026 às 10:30
Vigilância Sanitária alerta sobre restrições a lotes de produtos Ypê após determinação da Anvisa. Divulgação/Internet

Com o objetivo de informar e prevenir riscos à saúde, a Vigilância Sanitária (Visa) de Maceió orienta estabelecimentos comerciais, distribuidores e demais setores sobre a necessidade de cumprir as determinações da RE nº 1.834/2026, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A resolução proíbe o uso, distribuição e comercialização dos lotes de numeração final 1 dos produtos da marca Ypê.

A Visa também alerta consumidores que possuam produtos desses lotes a suspender imediatamente o uso e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa.

“Trata-se de uma situação séria. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas no sistema de garantia de qualidade, produção e controle de qualidade, o que representa riscos sanitários aos consumidores. Por isso, é fundamental que os consumidores verifiquem os produtos do lote de numeração final 1 e suspendam o uso caso possuam algum item afetado”, destacou o chefe especial da Visa, Airton Santos.

Orientações da Anvisa

Em reunião técnica com a Anvisa, foram repassadas orientações para atuação dos órgãos de fiscalização. As ações devem focar exclusivamente nos produtos abrangidos pela resolução, observando rigorosamente os lotes e linhas especificadas, sem estender a medida a outros produtos da marca não contemplados pela normativa.

“As ações locais devem priorizar a verificação da presença dos produtos atingidos, a orientação aos estabelecimentos, o acompanhamento da segregação dos itens, o monitoramento do cumprimento das restrições sanitárias e a comunicação de eventuais irregularidades”, explicou Airton Santos.

Ele ressaltou ainda que, neste momento, não está prevista a apreensão dos produtos, já que o efeito suspensivo da medida permanece. “Outras providências, como recolhimento definitivo, destinação dos produtos ou eventual flexibilização das restrições, dependerão de orientações complementares da Anvisa, considerando que a análise regulatória segue em andamento”, completou.