Países da Otan ampliam presença militar no Ártico diante de alertas da Rússia
Nações do bloco reforçam vigilância e exercícios conjuntos na região, enquanto Moscou denuncia militarização e promete resposta.
Os países árticos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão intensificando sua presença militar no Ártico, conforme comunicado divulgado por Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Estados Unidos.
O chefe do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia alertado que a Otan está promovendo a militarização do Ártico, transformando a região em um possível foco de conflito.
"Estamos aumentando nossa presença militar, capacidades de vigilância e exercícios conjuntos no Ártico e no Extremo Norte. Estamos fazendo isso de forma coordenada e verificada", afirma a nota publicada no site do governo sueco.
No documento, os países também manifestam apoio à expansão da presença da Aliança Atlântica na área, concordam em aprofundar o diálogo de segurança no Ártico e no Extremo Norte, e orientam especialistas para coordenar questões económicas e de desenvolvimento de recursos na região.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, já havia destacado que as ações da Otan transformaram o Ártico, antes pacífica, em uma zona de disputa geopolítica.
Em abril, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, enfatizou que Moscou responderia aos movimentos de Otan no Ártico e garantiu que o país possui capacidade suficiente para.