BAIXAS NO GOVERNO DOS EUA

Veja quem já deixou o gabinete de Trump

Saídas recentes e anteriores mostram instabilidade em cargos-chave da administração Trump. Confira os principais nomes e os motivos das mudanças.

Publicado em 23/05/2026 às 07:07
O presidente Donald Trump AP/Julia Demaree Nikhinson

O governo de Donald Trump sofreu mais uma baixa na sexta-feira, 22, com a saída de Tulsi Gabbard , diretora de inteligência nacional dos Estados Unidos. Ela renunciou ao cargo para apoiar o marido, recentemente relatado com uma forma rara de câncer ósseo.

Gabbard permanecerá na função até 30 de junho, continuando a atuar em áreas como o combate ao terrorismo. Após sua saída, Aaron Lukas , seu vice, assumirá a carga de diretor interno de inteligência nacional.

Outros nomes que deixaram o gabinete

Além de Gabbard, outros membros importantes da administração Trump já deixaram suas cargas. Veja quem são:

Pam Bondi

Ex-procuradora-geral, Bondi liderou o Departamento de Justiça, responsável pela defesa do poder Executivo nos tribunais. Ela deixou o cargo em abril de 2026 e foi substituída por Todd Blanche, ex-advogado de defesa de Trump.

De acordo com a imprensa americana, Trump ficou insatisfeito com a atuação de Bondi no caso Jeffrey Epstein, especialmente após a divulgação de documentos que citou o ex-presidente, amigo de longa data de Epstein. Trump também teria demonstrado descontentamento com o ritmo das acusações contra adversários políticos. Apesar disso, Bondi elogiou publicamente na Truth Social, afirmando: "Adoramos a Pam, e ela vai assumir uma nova carga muito necessária e importante no setor privado, que será anunciada em breve".

Kristi Noem

Noem era secretário de Segurança Interna, responsável pelo controle da imigração, uma das áreas mais sensíveis do governo. Ela deixou a carga em março de 2026, sendo resgatada por Markwayne Mullin.

Apesar de apoiar as políticas de imigração, como deportações em massa e a construção de centros de detenção, Noem teria desagradado Trump por sua autopromoção e pela pressão sofrida após a morte de dois cidadãos americanos por agentes de imigração em Minnesota, em janeiro.

Elon Musk

O empresário mais rico do mundo contratou o comando do "Doge", departamento criado para gerar economia e cortar gastos públicos. Musk prometeu economizar US$ 1 trilhão, mas os cortes não atingiram a meta, mesmo com demissões e o fim de programas como o USAID. Musk deixou o Doge em maio de 2025 para se dedicar aos seus próprios negócios. Amy Gleason assumiu o comando, e o departamento deverá encerrar as atividades em 4 de julho de 2026. Após sua saída, Musk trocou farpas com Trump nas redes sociais, citando o caso Epstein.

Lori Chavez-DeRemer

Chavez-DeRemer liderou o Departamento do Trabalho e saiu em abril de 2026 para atuar no setor privado. Foi substituído por Keith Sonderling, então vice. Ela relatou denúncias de má conduta no cargo, incluindo investigação sobre denúncias de agressão sexual envolvendo seu marido e relatos de consumo excessivo de álcool no trabalho. O jornal New York Times revelou ainda suspeitas de favorecimento a familiares e comunicação privada com funcionários do departamento.