CENÁRIO ECONÔMICO

Durigan afirma que economia brasileira mantém bom ritmo e destaca solidez fiscal

Ministro da Fazenda ressalta que o Brasil apresenta uma das melhores situações econômicas do mundo e reforça compromisso com responsabilidade fiscal.

Publicado em 22/05/2026 às 17:29
O ministro da Fazenda, Dario Durigan © Foto / Washington Costa / Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 22, que a economia brasileira permanece em um ritmo positivo. “A situação da economia brasileira é, sem dúvida nenhuma, uma das melhores do mundo, tanto do ponto de vista do resultado fiscal, quanto do ponto de vista de como a gente está enfrentando esse momento da economia global” , declarou Durigan no início da coletiva de apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do segundo bimestre.

Segundo o ministro, as ações do governo para mitigar os impactos da guerra no Irã são obrigatórias “com altivez e usando mecanismos com responsabilidade fiscal” .

“Sem dúvida, não caminhamos em uma boa direção para entregar uma gestão orçamentária cada vez mais sólida, cada vez mais transparente e uma execução orçamentária também bastante rigorosa e com transparência”, completou.

Impostos

Durigan destacou ainda que, em um cenário de crescimento econômico, quem tem maior faturamento contribui mais, enquanto quem recebe salário paga menos imposto. Ao ser questionado sobre a alta da receita, que chega a 21% do PIB, o ministro afirmou que o governo realizou um trabalho de recomposição da arrecadação, seguindo o princípio da justiça tributária.

“Quem tem capacidade econômica, quem tem faturamento, quem tem lucro, em uma economia que cresce e está saudável, paga a sua cota à parte. E quem recebe salário, quem tem menos recursos, paga menos. Então, a verdade é que as pessoas pagam menos. E a base tributária do país, a base fiscal, foi recomposta”, ressaltou Durigan.

O governo revisou para cima a projeção de despesas com o BPC e a Previdência, em R$ 14,1 bilhões e R$ 11,5 bilhões, respectivamente. Esse aumento nas despesas administrativas resultou em um anúncio de bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões, elevando o bloqueio total para R$ 23,7 bilhões.