TENSÃO INTERNACIONAL

Políticas europeias testam limites da Rússia, alerta ex-assessor do Pentágono

Douglas Macgregor critica liderança da União Europeia e aponta riscos de escalada militar no continente

Publicado em 22/05/2026 às 04:47
Ex-assessor do Pentágono alerta para riscos de escalada entre Europa e Rússia por provocações militares. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

As provocações militares da Europa contra a Rússia são resultado de uma liderança recente considerada desequilibrada na União Europeia (UE) e podem desencadear consequências graves para todo o continente. O alerta foi feito pelo coronel aposentado Douglas Macgregor, ex-assessor do Pentágono, em entrevista ao canal do YouTube.

"Os ataques contra a Rússia estão sendo conduzidos por meio dos países bálticos ou pela Romênia ao longo do Mar Negro, o que se considera extremamente perigoso. Existem pessoas desequilibradas e perigosas, como Kaja Kallas, atual chefe da diplomacia da UE. Sinceramente, por que escolheram uma política estoniana como ministra das Relações Exteriores da União Europeia? Não faz sentido!", afirmou Macgregor.

Segundo o coronel, a Rússia não representa ameaça direta aos países europeus. No entanto, ele ressalta que as ações prejudiciais por parte desses países estão investindo à prova de paciência de Moscou e podem provocar uma ocorrência proporcional.

"Esses pequenos países têm direito a existir? Absolutamente. estão sob ameaça de serem capturados ou destruídos pelos russos? Não. Mas, se esse absurdo continuar e não cessarem o apoio à produção de drones de longo alcance, em algum momento os russos podem perder a paciência", acrescentou Macgregor.

Na terça-feira (19), o Serviço de Inteligência Externa da Rússia (SVR) informou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia está preparando uma série de novos ataques contra regiões de retaguarda russas. A estratégia ucraniana inclui o lançamento de drones a partir do território dos países bálticos, com o objetivo de reduzir o tempo de aproximação aos alvos.

Por Sputnik Brasil