MERCADO DE ENERGIA

ExxonMobil negocia retorno à Venezuela após quase 20 anos

Gigante norte-americana pode voltar a operar em até seis campos petrolíferos venezuelanos após mudanças políticas e legais.

Publicado em 21/05/2026 às 22:29
ExxonMobil negocia retorno à exploração de petróleo na Venezuela após quase 20 anos de ausência. © AP Photo / Richard Drew

A ExxonMobil, maior companhia energética dos Estados Unidos, está avaliando retomar suas operações no setor petrolífero da Venezuela após quase duas décadas fora do país , revelou nesta quinta-feira (21) a agência Reuters, citando fontes próximas às negociações.

Segundo informações, a empresa está em tratamento com autoridades venezuelanas para um possível retorno, que pode envolver a absorção de petróleo em até seis campos na nação sul-americana. O anúncio oficial está aguardado para o fim deste mês.

O possível acordo representa uma reviravolta nas relações entre corporações norte-americanas e o governo venezuelano, especialmente após o pelotão de Delcy Rodríguez como presidente interina. Rodríguez é visto por Washington como um parceiro mais confiável que Nicolás Maduro, que foi sequestrado pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.

Fontes indicam que Delcy Rodríguez tem se mostrado favorável à proposta da ExxonMobil. Em abril, o governo venezuelano já havia firmado diversos acordos com a norte-americana Chevron para o desenvolvimento de projetos conjuntos na indústria petrolífera.

Atração para investimentos estrangeiros

Em fevereiro, o Parlamento venezuelano aprovou uma reforma da Lei de Hidrocarbonetos, com o objetivo de atrair investimentos estrangeiros. O projeto foi apresentado em 15 de janeiro, apenas 12 dias após o sequestro de Maduro, e aprovado por unanimidade.

Segundo o ex-ministro do petróleo Rafael Ramírez, a reforma representa a "erradicação" da política renovada pelo ex-presidente Hugo Chávez. A nova legislação foi sancionada por Delcy Rodríguez após um contato telefônico com o então presidente norte-americano Donald Trump, que anunciou o fim das restrições ao espaço aéreo venezuelano.

Por Sputnik Brasil