Trump afirma que EUA receberão urânio do Irã e cogita destruição do material
Presidente norte-americano reforça postura contra programa nuclear iraniano e promete medidas drásticas caso não haja acordo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (21) que o país irá receber o urânio enriquecido do Irã e que, provavelmente, irá destruí-lo. "O Irã não vai ficar com urânio", enfatizou Trump a repórteres durante um evento.
O líder norte-americano voltou a afirmar que Teerã não pode possuir armas nucleares e advertiu que, caso não haja um acordo, "tomaremos medidas drásticas". "Estamos negociando; vamos conseguir acordo de um jeito ou de outro", acrescentou.
Questionado sobre as taxas de fluxo no Estreito de Ormuz, Trump afirmou que os EUA têm "controle total do estreito" e defendeu uma passagem "aberta, livre e sem pedágios". Ele também ressaltou que o conflito com o Irã deve terminar em breve e prometeu que os preços da gasolina ficarão mais baixos do que antes da crise.
Sobre as reformas em andamento na Casa Branca, Trump destacou que as melhorias serão uma "herança ao próximo presidente" e afirmou que pretende construir um porto de drones e outras estruturas de segurança, justificando parte dos gastos como essenciais para a segurança nacional.
O responsável pelas regras do Senado decidiu, no sábado, contra o financiamento de segurança para o projeto do salão de baile da Casa Branca, após democratas argumentarem que o dinheiro não deveria ser destinado a Trump. O presidente disse que doadores privados financiarão o salão, estimado em US$ 400 milhões. "Quero aumentar a segurança da Casa Branca, mas consideram isso um presente para mim", criticou.
Trump classificou como "decisão horrível" o bloqueio da Suprema Corte às tarifas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, em inglês), afirmando que o governo provavelmente terá que reembolsar US$ 149 bilhões em tarifas.
O presidente voltou a chamar Cuba de "país falido", mas disse que os EUA desejam ajudar a ilha. Sobre o decreto de inteligência artificial previsto para ser assinado nesta quinta-feira, Trump informou que adiou a medida por não concordar com alguns aspectos, sem detalhar quais.