Alcolumbre barra avanço de CPMI do Banco Master no Congresso
Presidente do Congresso resiste à pressão de parlamentares e impede abertura de comissão para investigar o caso Master
Cinco pedidos foram protocolados para investigar o caso Master, incluindo solicitações de oposição e governistas para a criação de uma comissão parlamentar.
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, descartou nesta quinta-feira (21) a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master, apesar da pressão de parlamentares tanto da oposição quanto da base do governo. Durante sessão conjunta, mais de dez congressistas apresentaram questões de ordem solicitando a leitura dos requerimentos referentes à comissão de investigação.
Alcolumbre ressaltou que a definição da pauta é prerrogativa da presidência do Congresso e defendeu a continuidade da sessão, que estava dedicada à análise de vetos presidenciais sobre repasses para municípios. O senador também se desculpou com os parlamentares durante o debate.
"Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender a demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação", afirmou Alcolumbre.
Apesar da decisão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou a instalação da CPMI para apurar as relações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, defendendo que ele seja convocado para esclarecer possíveis vínculos com integrantes dos Três Poderes. A cobrança ocorre após reportagens revelarem ligações entre Flávio e Vorcaro, aumentando a pressão da oposição por uma investigação parlamentar.
"Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima [ex-sócio do Master] sentados naquela CPMI falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro, com Lula e com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer, não tenho nada a esconder", declarou o senador.
Em apoio, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também defendeu a instalação da comissão e afirmou que Alcolumbre não conseguirá impedir a abertura da CPMI do Master. "Mas me permita dizer a vossa excelência uma coisa: vossa excelência não vai conseguir ficar sentado em cima dessa CPI", afirmou Lindbergh.
No total, cinco pedidos foram protocolados para investigar o caso Master: uma CPI na Câmara, três no Senado e uma CPI mista. Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de oposição e governistas para a abertura do colegiado, medida que obrigaria o Parlamento a instaurar a comissão.
Por Sputnik Brasil