PESQUISA

Apenas 16% rejeitam pagar taxa para ter acesso a serviços digitais ao alugar imóvel, revela pesquisa Datafolha

Levantamento mostra que o percentual é ainda menor entre os mais jovens, o que revela uma mudança comportamental em curso

Por Assessoria Publicado em 21/05/2026 às 14:15

São Paulo, 21 de maio de 2026 – Apenas 16% das pessoas que moram ou pretendem morar de aluguel no Brasil dizem que não pagariam um valor mensal para ter acesso a serviços digitais durante o contrato de locação. É o que mostra uma pesquisa Datafolha, divulgada hoje. Os dados revelam que os entrevistados estão dispostos a pagar uma taxa para contar com um pacote que ofereça chat disponível 24 horas por dia, informações online sobre faturas e boletos, vistorias de entrada e saída digitais, rescisão do contrato online, entre outros serviços. Entre os mais jovens (de 18 a 24 anos), só 7% afirmam que não pagariam para ter tais conveniências.

A pesquisa, encomendada pelo QuintoAndar, ouviu habitantes de todas as regiões do país que moram atualmente de aluguel ou que planejam alugar um imóvel nos próximos 12 meses. De acordo com o levantamento, 92% dos entrevistados concordam que as plataformas digitais (de transporte, streaming, comida, moradia) facilitaram a vida e trouxeram melhorias reais nos serviços. Além disso, 66% consideram “melhor” uma plataforma que oferece agendamento de visitas online, gestão de reparos e Inteligência Artificial para facilitar processos na comparação com uma imobiliária tradicional.

“O mercado imobiliário brasileiro foi, por décadas, sinônimo de burocracia e lentidão. O que vemos hoje é uma validação clara de que o consumidor não aceita mais retroceder. A tecnologia não é apenas uma facilitadora; ela se tornou o padrão de eficiência esperado por quem busca agilidade e transparência na jornada de moradia", afirma Rafael Castro, CPO do QuintoAndar.

A pesquisa revela ainda que 63% dos entrevistados dizem estar dispostos a pagar, todos os meses, no mínimo 2,5% do valor do aluguel para ter acesso aos serviços digitais - percentual acima da taxa de serviço cobrada hoje pelo QuintoAndar, a maior plataforma de moradia do país. "A inovação e a infraestrutura tecnológica que garantem essa conveniência possuem um custo. Por isso a importância da taxa. O consumidor tem o direito de escolher a comodidade de um ecossistema digital. E os dados mostram que o público compreende e valoriza o serviço agregado entregue", diz Castro.

Desafios no mercado de locação

Segundo a pesquisa, 79% concordam que o processo de alugar imóveis traz desafios complexos, como gerenciar reparos, pagamentos e vistorias. Ainda assim, a maior parte afirma que busca imóveis para locação diretamente com o proprietário (46%). Um em cada três entrevistados diz que costuma utilizar plataformas digitais de moradia, como o QuintoAndar. 

“Há um espaço enorme para levarmos segurança jurídica e praticidade a uma parcela da população que ainda sofre com processos complexos no momento de procurar um imóvel para alugar. O nosso papel é mostrar que a tecnologia é a melhor aliada para profissionalizar e proteger todos os elos envolvidos no mercado de aluguel”, afirma o CPO do QuintoAndar.

Serviços mais valorizados

Quando questionados sobre os principais serviços digitais oferecidos, considerando a praticidade no dia a dia ao morar em um imóvel alugado, os entrevistados elencaram os três mais importantes:

  • Ter acesso fácil, a qualquer momento, a informações online (detalhamento de faturas, acesso a boletos e contratos) - 80%
  • Ter uma área dedicada a identificar a responsabilidade sobre a realização de reparos e receber orientações imediatas para casos críticos - 77%
  • Poder solicitar a rescisão do contrato online, de forma simples e a qualquer momento - 77%

Metodologia

Ao todo, foram realizadas 800 entrevistas online com a população brasileira com 18 anos ou mais, das classes A, B e C, em todas as cinco regiões do país (Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste). A pesquisa foi feita entre os dias xx e xx de abril de 2026 e tem uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos para o total da amostra.