OPERAÇÃO

PF deflagra operação contra tráfico de pessoas e trabalho escravo na Ásia

Investigação aponta que brasileiros eram atraídos com falsas promessas de emprego e mantidos sob vigilância armada no Camboja

Por Redação Publicado em 21/05/2026 às 09:57
PF deflagra operação contra trafico humano Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Eleutheria, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar no tráfico internacional de pessoas e na exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão.

A ação cumpre três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça Federal em Alagoas.

Segundo as investigações, o grupo criminoso recrutava brasileiros por meio de falsas promessas de trabalho no exterior. As vítimas eram levadas para o Reino do Camboja, no sudeste asiático, onde acabavam submetidas a situações de confinamento e obrigadas a participar de esquemas de fraudes eletrônicas aplicadas contra pessoas no Brasil.

De acordo com a Polícia Federal, ao chegarem ao país asiático, os trabalhadores tinham os passaportes recolhidos e passavam a sofrer restrições de liberdade. A organização mantinha o controle das vítimas por meio de vigilância armada, ameaças psicológicas e cobrança de dívidas fraudulentas.

As apurações indicam ainda que o esquema era liderado por um cidadão estrangeiro, com apoio de recrutadores brasileiros responsáveis por selecionar e encaminhar as vítimas ao exterior.

Além das prisões e buscas, as medidas judiciais desta quinta-feira também têm como finalidade interromper as atividades financeiras e logísticas da organização, além de reunir novas provas e identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

A PF informou que diversas vítimas brasileiras já foram identificadas, sendo que parte delas permanece fora do país. Em razão disso, a corporação iniciou contato com autoridades diplomáticas para localizar os brasileiros e adotar os procedimentos necessários para a repatriação das vítimas ao Brasil.