Suspeito de liderar quadrilha do 'golpe do bilhete premiado' é preso em São Paulo
Polícia aponta uso de violência e sequestro de vítimas em nova modalidade do golpe. Pai do líder segue foragido.
Um homem foi preso nesta quarta-feira (20), em São Paulo, suspeito de liderar uma quadrilha especializada em aplicar o chamado ‘golpe do bilhete premiado’. A prisão ocorreu em uma casa de luxo na região do Cangaíba, zona leste da capital, durante ação da 1ª Delegacia de Investigações sobre Roubo e Furto de Veículos (Divecar), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A defesa do suspeito não foi localizada.
Além da capital paulista, os policiais também cumpriram mandatos de busca em Praia Grande, no litoral de São Paulo, e nas cidades de Curitiba, Londrina e Ibiporã, no Paraná. Segundo as investigações, o pai do líder do grupo também participou das ações criminosas, mas não foi encontrado e permaneceu foragido.
De acordo com a polícia, a quadrilha utilizou uma nova versão do 'golpe do bilhete premiado', caracterizada pelo uso de maior violência. A violência abordava as vítimas na rua, fingindo ser de outra cidade e alegando ser uma pessoa de baixa renda. Durante uma conversa, eu teria um bilhete premiado e pedi ajuda para encontrar o local de retirada do prêmio.
Nesse momento, outros membros da quadrilha se juntaram à abordagem e convenceram a vítima — geralmente idosos — a entrar em um veículo. Dentro do carro, a pessoa era sequestrada, ameaçada e obrigada a desligar o celular. Em seguida, foi levada a uma agência bancária e obrigada a realizar transferências financeiras para contas dos crimes.
As investigações apontam ainda que uma mulher integrava o esquema de senha, sendo responsável por fornecer a conta da conta para onde o dinheiro era transferido. Ela realizou os saques dos valores e repassava aos demais integrantes do grupo.
O suspeito preso responderá pelos crimes de estelionato e extorsão. Na ação, foram apreendidos quatro veículos — incluindo uma BMW avaliada em R$ 350 mil —, uma moto aquática, celulares, cartões bancários, joias e um simulacro de pistola.