PROTESTO ESTUDANTIL

Estudantes protestam em São Paulo contra políticas educacionais

Mobilização reúne USP, Unesp e Unicamp em caminhada até o Palácio dos Bandeirantes

Publicado em 20/05/2026 às 19:04
Estudantes de universidades estaduais protestam contra políticas educacionais em São Paulo.

Em um ato organizado pelos diretórios acadêmicos da USP, Unesp e Unicamp, estudantes ocuparam as ruas da zona oeste de São Paulo na tarde desta quarta-feira (20). Segundo a organização, cerca de 10 mil pessoas participaram da mobilização.

O grupo iniciou a caminhada no Largo da Batata, no bairro de Pinheiros, seguindo até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, passando pela Avenida Faria Lima e outras vias importantes da região.

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De acordo com a organização, a principal reivindicação dos manifestantes é contra a precarização do ensino e as privatizações promovidas pelo governo estadual.

Estudantes da USP, que estão em greve há cerca de um mês, formaram a maioria do ato. Também participaram entidades sindicais, especialmente de trabalhadores da educação, além de estudantes da Unesp e da Unicamp, que também realizam paralisações recentes.

Os manifestantes exigiram mais recursos para permanência estudantil, qualificação do trabalho nas universidades, contratação de professores e políticas de moradia e alimentação estudantil.

Representantes da Unesp e da Unicamp relataram supostos excessos na fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos ônibus que se dirigiam à capital. A PRF não se manifestou até o momento.

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável pelas universidades estaduais paulistas, também não comentou o protesto.

A Polícia Militar montou uma barreira a cerca de 500 metros do Palácio dos Bandeirantes. Em nota, a PM informou que acompanhou o ato sem registrar ocorrências. "O planejamento operacional foi estruturado para garantir a segurança de todos, preservar a ordem pública e assegurar o direito de ir e vir da população", destacou o órgão.

A manifestação segue prevista até as 20h desta quarta-feira, sem registros de conflito.