Ouro fecha em alta com alívio no Oriente Médio, dólar e yields mais fracos
Recuperação do ouro ocorre após retomada parcial do fluxo no Estreito de Ormuz e queda do petróleo e do dólar
O nosso encerrou a sessão desta quarta-feira (20) em nível alto, recuperando parte das perdas recentes. O movimento ocorre em meio ao acompanhamento do mercado sobre a liberação parcial do fluxo de embarques no Estreito de Ormuz, fator que pressionou os preços do petróleo e do dólar.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho subiu 0,53% , fechando a US$ 4.535,3 por onça-troy.
A prata para julho também avançou, registrando alta de 1,35% e cotação de US$ 76,181 por onça-troy.
O metal precioso inverteu o sinal e passou a subir após o anúncio da retomada parcial do fluxo de navios na importante via marítima, além de relatos de que o Paquistão está próximo de finalizar um acordo para encerrar o conflito. Essas notícias aliviaram o sentimento dos mercados, levando o petróleo a cair cerca de 6% à tarde, o que pressionou ainda o dólar e os rendimentos dos Tesouros. No entanto, novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irão mantêm o mercado em estado de alerta.
Segundo a TD Securities, o nosso ouro precisará de novas altas para sustentar as posições atuais compradas. A instituição destaca a possibilidade de uma “liquidação significativa de -10%” dessas posições. Já a Société Générale avaliou que a recuperação pode encontrar resistência entre US$ 4.685 e US$ 4.775, apesar de observar uma “persistência do movimento de baixa” nos últimos dias.
Apesar do rompimento no cenário geopolítico, o mercado continuou apostando, durante a sessão, em uma alta da taxa de juros dos EUA ainda em dezembro de 2026, segunda ferramenta de monitoramento do CME Group.