TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Irã ameaça expandir conflito caso sofra novo ataque dos EUA e Israel

Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica afirma que resposta será global se agressão se repetir

Publicado em 20/05/2026 às 10:26
Militares iranianos em alerta após ameaça de novos ataques dos EUA e Israel. © AP Photo / Vahid Salemi

O Irã advertiu que poderá expandir a guerra para além do Oriente Médio caso sofra novos ataques dos Estados Unidos ou de Israel. A ameaça foi feita pelo Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), segundo informou a agência de notícias local Tasnim.

Em comunicado, o IRGC destacou que Teerã ainda não mobilizou toda a sua capacidade militar e está preparado para responder com força a qualquer nova ofensiva. “Os EUA e Israel continuam a ameaçar o Irã apesar de suas repetidas e graves derrotas estratégicas”, afirma a nota.

De acordo com a organização, Washington e Tel Aviv lançaram ataques contra a nação persa utilizando “os dois exércitos mais caros do mundo”, acreditando que o conflito ficaria restrito à região. No entanto, o Irã diz ter repelido a ofensiva sem recorrer a todo seu potencial militar.

“Mas se a agressão contra o Irã se repetir, a guerra regional que eles mesmos prometeram desta vez ultrapassará em muito as fronteiras da região. Nossos ataques cairão sobre vocês em lugares que vocês nem imaginam, e vocês serão aniquilados”, diz o comunicado.

No dia 28 de fevereiro, às 8h (horário local), os Estados Unidos e Israel lançaram o que denominaram de Operação Fúria Épica contra o Irã, conforme informou o Pentágono. No Brasil, a ação ocorreu à 1h30 do dia 27.

Após quase 40 dias de combates, em 8 de abril, Estados Unidos e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas para negociar a paz. O acordo foi prorrogado algumas vezes, até que, em 1º de maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou oficialmente ao Congresso o fim da guerra contra o Irã.

Nos últimos dias, porém, Washington voltou a emitir ameaças de novos ataques contra o Irã, elevando novamente a tensão na região.

Por Sputnik Brasil