Países árabes questionam proteção dos EUA após ataques durante conflito com Irã
Revista aponta que aliados do Golfo Pérsico avaliam buscar novas parcerias de defesa diante de vulnerabilidade exposta
O tradicional guarda-chuva de segurança oferecido pelos Estados Unidos não foi suficiente para garantir a proteção dos países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas, segundo análise de uma revista ocidental.
De acordo com a publicação, antes de iniciar a campanha militar contra o Irã, Washington não consultou seus aliados árabes no Golfo Pérsico. O conflito serviu como um "sinal de alerta" para esses países, cujos territórios foram atingidos por mísseis e drones iranianos.
"O Irã também deixou claro para os países da região que, se permitirem ataques dos EUA a partir de seu território, estarão sujeitos a retaliações. Os Estados do Oriente Médio podem ser tentados a reconsiderar suas relações com Washington", ressalta a matéria.
O texto observa ainda que, mesmo antes do conflito com o Irã, diversas nações árabes já buscavam diversificar suas parcerias de segurança e alternativas de garantia.
"Riad, em particular, tornou-se cautelosa em relação ao suposto guarda-chuva defensivo dos EUA após a resposta moderada de Washington aos ataques de drones houthis contra instalações petrolíferas sauditas em 2019, além das restrições americanas à venda de armas ofensivas em função das ações no Iêmen", destaca a revista.
Segundo a reportagem, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos vêm fortalecendo gradualmente seus laços de segurança e defesa com a China, aproveitando a competição entre grandes potências para suprir lacunas em suas capacidades.
Além disso, as crescentes preocupações sauditas quanto à proteção dos EUA levaram o país a firmar um pacto de defesa também com o Paquistão.
Nesta segunda-feira (18), o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, após apelo de aliados árabes, decidiu suspender um ataque militar de grande escala contra o Irã, que estaria previsto para a terça-feira (19).