PARCERIA

ACNUR e MTE ampliam parceria para a oferta de qualificação profissional a refugiados no Brasil

Em visita às instalações e os serviços prestados pela Operação Acolhida, em Roraima, um protocolo foi assinado nas áreas de geração de emprego e renda, qualificação profissional, sensibilização de empregadores e intermediação de mão de obra

Por Assessoria Publicado em 14/05/2026 às 20:40
Representantes do MTE, MDS, Operação Acolhida, ACNUR e parceiros posam para foto durante a visita oficial do ministro Luiz Marinho a Boa Vista (RR) MTE/Camila Cantarino

Durante visita ao estado de Roraima, nos dias 11 e 12 de maio, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, conheceu de perto as ações da Operação Acolhida, resposta humanitária do governo brasileiro voltada ao atendimento de pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas que buscam proteção e meios dignos de vida no Brasil.

Acompanhado do representante do ACNUR no Brasil, Davide Torzilli, o ministro visitou as instalações do Posto de Triagem, o Centro de Coordenação de Interiorização e os espaços de acolhimento destinados aos refugiados. Durante a agenda, Luiz Marinho conversou com refugiados e migrantes sobre as políticas públicas desenvolvidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para ampliar o acesso dessa população ao mercado de trabalho formal, por meio de ações de qualificação profissional, intermediação de mão de obra e promoção do trabalho decente.

“Viemos colocar à disposição desses trabalhadores as políticas do MTE, como cursos de qualificação e encaminhamento para vagas de emprego para que possam ter maior facilidade de acesso ao mercado de trabalho, não só aqui em Boa Vista, mas também em outros estados que buscam trabalhadores qualificados”, afirmou o ministro.

Durante visita ao município de Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela, o ministro assinou um Protocolo de Intenções de Cooperação Técnica com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) que tem como objetivo justamente a ampliação das oportunidades de qualificação profissional e inclusão laboral de profissionais refugiados no Brasil. O acordo prevê o encaminhamento de pessoas refugiadas atendidas pelo ACNUR na fronteira para cursos de capacitação do Programa Manuel Querino de Qualificação Profissional, do MTE.

O acordo também prevê apoio técnico do ACNUR ao Ministério do Trabalho e Emprego na formulação e implementação de políticas públicas voltadas à inclusão laboral de refugiados, migrantes e apátridas, promovendo a articulação com o setor privado, organizações da sociedade civil e organismos internacionais para ampliar o acesso ao trabalho decente e à autonomia econômica dessa população.

"O protocolo assinado entre ACNUR e MTE reforça as garantias de direitos das pessoas refugiadas que buscam proteção e integração no Brasil, alinhando-se às diretrizes do Fórum Empresas com Refugiados para a empregabilidade digna dos profissionais refugiados que têm muito a contribuir para o fortalecimento do setor privado e para o desenvolvimento local", afirmou Torzilli.

O esforço conjunto entre ACNUR e MTE atua também na disseminação de informações verídicas e atualizadas sobre direitos laborais e prevenção de violações trabalhistas, fortalecendo assim o acesso a empregos dignos, incluindo ações em parceria com a Secretaria de Inspeção do Trabalho.

"Aqui (no Brasil) os refugiados e migrantes são bem-vindos ao mercado de trabalho. Estamos demandando mão de obra, principalmente a qualificada e dando oportunidade de profissionalização àqueles que querem se qualificar (...). Estamos de braços abertos para quem tiver o desejo de ingressar no país e colaborar com o mercado de trabalho", afirmou o ministro.

Fórum Empresas com Refugiados

O Fórum Empresas com Refugiados foi lançado em junho de 2021 pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Pacto Global da ONU – Rede Brasil com o objetivo principal de promover a contratação de pessoas refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. Com mais de 160 empresas e organizações empresariais comprometidas, o Fórum promove a troca de melhores práticas, treinamentos e intercâmbios de experiências entre os membros. O objetivo é a sensibilização e engajamento do setor privado para a inclusão socioeconômica de pessoas refugiadas no Brasil.

Ao longo de 2025, 19 encontros, eventos e capacitações presenciais e virtuais foram realizados, ampliando o compartilhamento de informações e boas práticas entre os membros de diferentes segmentos, como saúde, varejo, comércio e indústria. Dentre as empresas participantes do Fórum, há cerca de 17 mil profissionais refugiados contratados, contribuindo não apenas para o fortalecimento da reputação das marcas, mas também para o crescimento dessas empresas em razão dos ganhos advindos da contratação de pessoas refugiadas, como seu comprometimento com o trabalho e amplo potencial de diversificação dos conhecimentos.

A adesão e participação nas atividades é gratuita. Para saber mais sobre a iniciativa, acesse www.empresascomrefugiados.com.br/forum.