VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL

Homem de 72 anos é preso por estuprar filha de 12 anos com ajuda do filho adolescente

Pai e filho são investigados por abuso sexual contra menina; Conselho Tutelar e Justiça atuam no caso em Santa Rita de Cássia (BA)

Publicado em 14/05/2026 às 19:45
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Alerta: o texto a seguir trata de temas sensíveis como violência infantil, violência sexual e estupro de vulnerável. Se você ou alguém que conhece está passando por situação semelhante, denuncie pelos telefones 100 ou 190.

Um homem de 72 anos foi preso nesta quarta-feira (13) acusado de estuprar a própria filha de 12 anos, com a participação do filho adolescente, de 16 anos, em Santa Rita de Cássia, no interior da Bahia. O adolescente também abusava sexualmente da irmã e foi apreendido pelas autoridades.

De acordo com a polícia, os crimes ocorreram durante pelo menos seis meses e só vieram à tona após intervenção do Conselho Tutelar, que recebeu denúncias sobre a situação. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, impossibilitando contato com suas defesas.

A família reside em uma área rural, a cerca de 15 km do centro da cidade, que possui aproximadamente 27 mil habitantes e fica a cerca de mil quilômetros de Salvador. O Conselho Tutelar acionou a polícia após as denúncias.

Exames periciais confirmaram que a menina foi vítima de violência sexual. As investigações apontam que pai e filho agiam em conjunto e se revezavam nos abusos contra a vítima. Após o afastamento da casa, a criança está sob acompanhamento do Conselho Tutelar e da rede de atendimento psicossocial da prefeitura.

A mãe da menina também é alvo de investigação, suspeita de possível omissão na proteção da filha. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do homem e a apreensão do adolescente, medidas que foram autorizadas pela Justiça.

"Após o cumprimento das ordens judiciais, os envolvidos foram apresentados na unidade policial e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos", informou a Polícia Civil. O caso tramita em segredo de Justiça.

Pai e filho respondem, respectivamente, por estupro de vulnerável e ato infracional análogo ao mesmo crime.

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